O 17º Festival Internacional de Artes Cênicas da Bahia (FIAC Bahia) começa na terça-feira (27/10/2026) e segue até domingo (01/11/2026), com espetáculos de teatro, dança e performance, atividades formativas e encontros sobre produção artística. A programação ocupa sete espaços culturais de Salvador e reúne artistas da Bahia, de outros estados brasileiros, do México e do Marrocos. Parte das atividades será gratuita, enquanto os espetáculos pagos terão ingressos entre R$ 15, para meia-entrada, e R$ 30, para entrada inteira.
Ao longo de seis dias, o festival apresentará dez montagens artísticas, além de oficinas, residências, palestras-performances, lançamentos de livros e encontros de reflexão crítica. A programação contempla públicos de diferentes faixas etárias e propõe o contato com linguagens artísticas e pesquisas desenvolvidas no Brasil e no exterior.
A abertura está marcada para terça-feira (27/10), às 19h, no Teatro Martim Gonçalves, com o espetáculo “Puff”, criação da diretora Alice Ripoll e do dançarino Hiltinho Fantástico, do Rio de Janeiro. A montagem aproxima a dança contemporânea de expressões urbanas brasileiras e investiga as possibilidades de movimento e ocupação do espaço cênico. A classificação é livre, e os ingressos custam R$ 15, a meia-entrada, e R$ 30, a inteira.
FIAC Bahia ocupa sete espaços culturais de Salvador
A programação do FIAC Bahia será distribuída entre o Teatro Martim Gonçalves, o Teatro Sesc-Senac Pelourinho, o Teatro do Goethe-Institut, o Museu de Arte Contemporânea da Bahia, o Instituto Cervantes, o Espaço Cultural Alagados e o Largo do Campo Grande.
A distribuição das atividades por diferentes equipamentos culturais e espaços públicos permite reunir apresentações em teatros, museus e áreas abertas. A proposta inclui espetáculos com ingressos pagos e ações gratuitas, ampliando as possibilidades de participação do público.
Além das apresentações, o festival promove atividades de formação e intercâmbio entre artistas, pesquisadores, estudantes e espectadores. Oficinas, residências artísticas e encontros de discussão integram a programação, com abordagens voltadas aos processos de criação, curadoria e mediação cultural.
Artistas da Bahia, de outros estados e de dois países participam do festival
As dez montagens previstas incluem trabalhos da Bahia, do Ceará, de São Paulo, do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul, além de produções internacionais do México e do Marrocos.
Entre as produções baianas estão “O Papeleiro”, “[RE]FLORESTA”, “Vermelho Melodrama” e “Fala, Ìbejì”. A programação nacional também inclui “Puff”, do Rio de Janeiro; “Josefina: uma peça-rato”, do Ceará; “Tô Fraco, Tô Fraco!”, de São Paulo; e “Instinto”, do Rio Grande do Sul.
As atrações internacionais são “Granulum – Laboratório de Reapropriação Sonora”, do México, e “km de resistência”, do Marrocos. A presença dessas produções amplia o intercâmbio entre artistas de diferentes contextos culturais e reúne pesquisas que exploram linguagens e procedimentos distintos das artes cênicas.
Espetáculos infantis abordam tecnologia, diversidade e ancestralidade
Parte da programação é direcionada às crianças e às famílias, com montagens que utilizam teatro, brincadeira, recursos audiovisuais e referências culturais para abordar questões relacionadas à convivência, à tecnologia e à diversidade.
O espetáculo “O Papeleiro”, de Naiara Gramacho, da Bahia, combina teatro de sombras, atuação e audiovisual para discutir a relação das pessoas com a tecnologia. As apresentações estão previstas para sexta-feira (30/10), às 10h e às 15h, e sábado (31/10), às 15h, no Espaço Cultural Alagados. A classificação é livre, com ingressos a R$ 15, meia-entrada, e R$ 30, inteira.
Já “Fala, Ìbejì”, da Cooxia Coletivo Teatral, articula tradição oral, cultura popular e ancestralidade afro-brasileira em uma apresentação voltada às infâncias. A montagem será apresentada gratuitamente no domingo (01/11), às 17h, no Largo do Campo Grande, em espaço aberto ao público.
A Companhia Azul Celeste, de São Paulo, apresenta “Tô Fraco, Tô Fraco!”, que utiliza o universo de um galinheiro para discutir o respeito às diferenças. Na história, a personagem D’Angola vivencia situações relacionadas à condição de ser vista como diferente. As sessões estão previstas para quinta-feira (29/10) e sexta-feira (30/10), às 15h, no Teatro Sesc-Senac Pelourinho.
Seminário internacional discute condições do trabalho artístico
O FIAC Bahia também realiza a 11ª edição do Seminário Internacional de Curadoria e Mediação em Artes Cênicas, voltada à discussão das condições de trabalho no campo artístico. A iniciativa reúne atividades que utilizam a própria cena como espaço de investigação de questões contemporâneas.
A programação do seminário inclui palestras-performances nos dias 29 e 31 de outubro, no Goethe-Institut, além do lançamento de livros no Museu de Arte Contemporânea da Bahia, no sábado (31/10), às 10h30. As atividades são gratuitas e contam com acessibilidade em Língua Brasileira de Sinais (Libras).
O seminário integra a dimensão formativa do festival e cria oportunidades de encontro entre profissionais das artes cênicas, pesquisadores, estudantes e público interessado em curadoria, mediação e processos de criação artística.
Liquidificador de Mídias investiga a presença em ambientes digitais
A sétima edição do Liquidificador de Mídias (LDM 2026) também integra a programação do FIAC Bahia. Sob o tema “Há presença?”, o projeto propõe atividades que relacionam arte, tecnologia e formas contemporâneas de interação.
A iniciativa reúne exposição, oficinas, performances e intervenções para discutir como telas, dispositivos, imagens, sistemas de vigilância e novas formas de mediação interferem na experiência de estar presente em uma cena ou ambiente.
As atividades serão realizadas gratuitamente entre quinta-feira (29/10) e sábado (31/10), no Museu de Arte Contemporânea da Bahia. A parceria incorpora ao festival outras linguagens e formatos de experimentação artística.
Ingressos, gratuidade e apoio institucional
Os ingressos dos espetáculos pagos custam R$ 15 para meia-entrada e R$ 30 para entrada inteira, conforme as informações divulgadas pela organização. As entradas podem ser adquiridas pela plataforma Sympla. Oficinas, atividades do seminário e ações do Liquidificador de Mídias estão entre as iniciativas gratuitas anunciadas.
O festival conta com apoio financeiro do Governo da Bahia, por meio do Fundo de Cultura, da Secretaria da Fazenda e da Secretaria de Cultura. O Fundo de Cultura da Bahia é um mecanismo estadual de financiamento destinado a incentivar e apoiar projetos e atividades artístico-culturais. <Cite refs={[“turn749701search3”]}/>
A programação completa, com informações sobre espetáculos, horários, locais e ingressos, está disponível no site oficial do festival: http://www.fiacbahia.com.br.
Com apresentações de artistas brasileiros e estrangeiros, atividades gratuitas e ações de formação, o FIAC Bahia 2026 reúne teatro, dança, performance e debates em diferentes espaços de Salvador, entre 27 de outubro e 1º de novembro. A programação combina apresentações abertas ao público, espetáculos com cobrança de ingresso e encontros voltados à reflexão sobre criação, tecnologia e trabalho artístico.


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