O cantor e compositor Rafael Novaes, de 33 anos, iniciou uma nova etapa na carreira musical ao trocar a atuação como sanfoneiro pelo comando vocal de sua própria banda de forró. Nascido em Salvador e criado em Cruz das Almas, no Recôncavo Baiano, o artista acumula mais de uma década de experiência na música e passou a se dedicar ao canto há cerca de dois anos. As informações foram divulgadas em entrevista publicada nesta quinta-feira (24/09/2026).
Antes de assumir os vocais, Novaes construiu trajetória como sanfoneiro, instrumento que permanece associado à sua formação musical. Nesse período, segundo o próprio artista, ele teve oportunidade de tocar com nomes como Zelito Miranda e Flor Serena, além de desenvolver referências ligadas a representantes do forró tradicional, entre eles Luiz Gonzaga e Dominguinhos.
A mudança de função dentro da música ocorreu há aproximadamente dois anos. O primeiro show como cantor, conforme relatou Novaes, foi realizado em Salvador, no Pelourinho, e posteriormente ele também se apresentou em Mucugê, na Chapada Diamantina. Desde então, passou a conciliar a experiência acumulada como instrumentista com a atuação como vocalista.
Da sanfona aos vocais
A trajetória de Rafael Novaes está ligada à tradição do forró e da sanfona, instrumento que marcou sua formação artística. A decisão de assumir o microfone representou uma mudança na forma de atuação, mas manteve o vínculo com o gênero musical que orienta sua carreira.
Em entrevista, o músico explicou que a experiência como sanfoneiro foi fundamental para a construção de sua identidade artística. A passagem para os vocais ocorreu de forma gradual, a partir de apresentações que deram início à nova fase profissional.
A relação com Luiz Gonzaga e Dominguinhos aparece como uma das referências declaradas pelo artista. Segundo Novaes, a convivência com a sanfona e com o repertório associado aos dois músicos contribuiu para sua formação e para a escolha de manter o forró pé de serra como eixo de seu trabalho.
Artista mantém apresentações em Salvador e cidades baianas
Após iniciar a carreira como cantor, Rafael Novaes passou a realizar apresentações em Salvador e municípios do interior da Bahia. A atuação em diferentes cidades integra a estratégia do músico para ampliar sua presença no circuito regional de forró.
A nova fase também representa uma ampliação do campo profissional construído anteriormente como instrumentista. Ao assumir os vocais da própria banda, Novaes passou a atuar diretamente na interpretação das canções e na condução dos shows.
O movimento ocorre em um cenário no qual o forró pé de serra permanece presente na programação cultural baiana, especialmente em eventos relacionados à música nordestina e aos festejos populares. Em 2026, projetos como o Expresso do Forró, em Feira de Santana, incluíram apresentações dedicadas ao gênero e à cultura popular.
Forró pé de serra orienta projeto musical
A proposta artística de Rafael Novaes está concentrada no forró pé de serra, vertente associada à formação histórica do gênero nordestino e ao uso de instrumentos como sanfona, zabumba e triângulo.
Em declaração publicada sobre sua carreira, o músico afirmou que considera o forró uma expressão relacionada às raízes culturais do Nordeste e estabeleceu como objetivo levar o estilo a um público mais amplo no Brasil.
A estratégia anunciada pelo cantor inclui a busca por maior presença na Região Nordeste, partindo da atuação já desenvolvida em Salvador e em outras cidades baianas. O projeto mantém a ligação com referências tradicionais do gênero, ao mesmo tempo em que incorpora a experiência profissional adquirida pelo artista ao longo de mais de uma década.
Referências de Luiz Gonzaga e Dominguinhos permanecem na carreira
As referências de Luiz Gonzaga e Dominguinhos citadas por Rafael Novaes estão diretamente relacionadas à tradição do forró que o artista pretende desenvolver em sua carreira como cantor. Ambos tiveram a sanfona como elemento central de suas trajetórias e contribuíram para a consolidação do gênero no cenário nacional.
O repertório e a identidade artística de Novaes se inserem, portanto, em uma tradição musical que continua presente na Bahia. O Jornal Grande Bahia já registrou diferentes iniciativas relacionadas ao forró pé de serra, incluindo apresentações de artistas e grupos em Feira de Santana e Salvador.
A mudança de sanfoneiro para vocalista representa, nesse contexto, uma nova etapa de um percurso que permanece associado ao forró. Com apresentações em Salvador e no interior baiano, Rafael Novaes busca ampliar a circulação de seu trabalho e levar o forró pé de serra a outras cidades do Nordeste e do país.
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