O álbum “Gal Canta Caymmi”, lançado por Gal Costa em 1976, completa 50 anos em 2026 e será revisitado pela cantora, compositora e atriz baiana Lavínia no espetáculo “Lavínia em Gal Canta Caymmi”, marcado para 25 de setembro de 2026 (sexta-feira), às 20h, no Teatro Cambará, na Casa Rosa, no Rio Vermelho, em Salvador. A apresentação ocorrerá na véspera da data em que Gal Costa completaria 81 anos.
Com direção artística do cantor e compositor pernambucano Otto, o espetáculo chega à Bahia depois de sua estreia em São Paulo, realizada em julho deste ano, no espaço Centro da Terra. A proposta é apresentar uma interpretação própria do repertório de Dorival Caymmi, sem reproduzir a gravação original de Gal Costa ou buscar uma imitação da cantora.
Os ingressos para a apresentação em Salvador custam R$ 50 (inteira) e podem ser adquiridos pela plataforma Sympla ou na bilheteria da Casa Rosa. O espetáculo reúne Lavínia e uma banda formada para a montagem, com arranjos que utilizam teclas, sopros e cordas, estabelecendo uma nova leitura musical das composições de Caymmi.
Espetáculo revisita repertório de Dorival Caymmi
A escolha do álbum como base para o espetáculo está relacionada à trajetória de Lavínia e à importância que o repertório de Caymmi passou a ocupar em seu trabalho. Segundo a artista, o projeto nasceu do interesse em interpretar o disco lançado por Gal Costa e ganhou novo significado quando ela identificou que a obra completaria cinco décadas em 2026.
“Gal Canta Caymmi” foi lançado em abril de 1976 pela gravadora Philips e reúne exclusivamente composições de Dorival Caymmi. Entre as músicas presentes no álbum estão “Vatapá”, “Festa de Rua”, “Nem Eu”, “Pescaria (Canoeiro)”, “O Vento”, “Rainha do Mar”, “Só Louco”, “São Salvador”, “Peguei um ‘Ita’ no Norte” e “Dois de Fevereiro”.
O disco foi lançado após a repercussão da gravação de “Modinha para Gabriela”, composição de Caymmi registrada por Gal Costa para a trilha sonora da novela “Gabriela”, exibida em 1975. A relação entre a cantora e o repertório do compositor baiano ganhou continuidade com a produção do álbum dedicado integralmente à obra de Caymmi.
Álbum marcou trajetória comercial de Gal Costa
“Gal Canta Caymmi” também representou uma mudança na trajetória comercial de Gal Costa. Segundo registros da Universal Music, o álbum foi o primeiro LP da cantora a ultrapassar a marca de 100 mil cópias vendidas e permaneceu durante meses entre os cinco discos mais vendidos do país.
A produção musical do trabalho contou com Perinho Albuquerque, enquanto o projeto teve participação de músicos como Antonio Adolfo, Dominguinhos, Chiquito Braga, Luizão Maia e Roberto Menescal. Arranjos de João Donato também foram incorporados a parte das faixas, contribuindo para a construção musical do álbum.
Cinco décadas depois do lançamento, a obra volta a ser utilizada como referência para uma apresentação em Salvador. A montagem conduzida por Lavínia parte do repertório original, mas estabelece uma interpretação vinculada à trajetória da artista e à relação do cancioneiro de Caymmi com a cultura musical baiana.
Lavínia propõe interpretação própria das canções
A proposta do espetáculo não é reproduzir a sonoridade do álbum de 1976. De acordo com a apresentação do projeto, Lavínia busca interpretar as canções a partir de sua própria identidade artística, mantendo o repertório de Caymmi como eixo central da apresentação.
A cantora afirma que adquiriu o vinil de “Gal Canta Caymmi” e passou a considerar o trabalho um dos seus discos de referência. A decisão de desenvolver uma homenagem ao álbum coincidiu com a descoberta de que o lançamento completaria 50 anos em 2026.
No palco do Teatro Cambará, a artista será acompanhada por uma banda completa, com instrumentos de teclas, sopros e cordas. A configuração musical pretende estabelecer uma conexão entre as composições de Caymmi, a interpretação de Gal Costa registrada no álbum de 1976 e a leitura contemporânea proposta pela nova montagem.
Apresentação ocorre na véspera do aniversário de Gal Costa
A realização do espetáculo em 25 de setembro estabelece ainda uma relação direta com a trajetória de Gal Costa. Nascida em Salvador em 26 de setembro de 1945, a cantora completaria 81 anos em 2026.
Gal Costa construiu parte significativa de sua carreira a partir da interpretação de compositores brasileiros de diferentes gerações. Seu repertório incluiu obras de Dorival Caymmi, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque, Milton Nascimento e Tom Jobim, entre outros. O Jornal Grande Bahia já registrou lançamentos póstumos relacionados à obra da cantora, incluindo uma gravação ao vivo de “A História de Lilly Braun”.
A proximidade entre a data do espetáculo e o aniversário da cantora acrescenta ao projeto uma dimensão de homenagem, enquanto o aniversário de 50 anos do álbum estabelece o principal marco cronológico da apresentação.
Casa Rosa integra circuito cultural do Rio Vermelho
O Teatro Cambará, na Casa Rosa, integra o circuito cultural do bairro do Rio Vermelho, em Salvador, com programação que reúne música, cinema, teatro e outras manifestações artísticas. O espaço já recebeu diferentes projetos musicais e audiovisuais ao longo dos últimos anos.
A realização do espetáculo em Salvador também estabelece uma conexão entre a obra de Gal Costa, nascida na capital baiana, e o repertório de Dorival Caymmi, compositor cuja produção está diretamente relacionada à cultura e à identidade musical da Bahia.
O repertório de Caymmi permanece associado a temas como o mar, Salvador, festas populares e aspectos da vida cotidiana baiana. A presença de suas composições em diferentes gerações de intérpretes contribuiu para a permanência de sua obra no repertório da música popular brasileira.


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