O espetáculo “Gibi”, da companhia tocantinense Lamira Artes Cênicas, será apresentado no Teatro Molière/Aliança Francesa, em Salvador, entre sexta-feira (04/09/2026) e domingo (06/09/2026). A montagem utiliza referências das histórias em quadrinhos para desenvolver uma narrativa cênica baseada em dança, palhaçaria, música e movimento.
A programação terá quatro sessões: 04 de setembro, às 10h; 05 de setembro, às 11h e às 16h; e 06 de setembro, às 11h. A apresentação do sábado (05/09), às 16h, contará com Libras e audiodescrição, ampliando os recursos de acessibilidade oferecidos ao público. A classificação indicativa informada pelo CCBB é livre.
No espetáculo, quatro palhaços adormecidos despertam para o universo dos quadrinhos e encontram nas páginas de um grande gibi o ponto de partida para novas situações. A dramaturgia utiliza gestos, expressões corporais, tropeços e movimentos para transformar elementos associados às histórias em quadrinhos em uma experiência teatral voltada ao público e às famílias.
Espetáculo transforma universo dos quadrinhos em linguagem cênica
A proposta de “Gibi” parte da relação entre imaginação e movimento. Os personagens descobrem progressivamente as possibilidades existentes nas páginas do gibi e levam esse universo para o palco por meio da atuação física e da dança.
A trilha sonora também integra a construção da montagem. A música erudita é utilizada como elemento da narrativa, acompanhando as ações dos personagens e contribuindo para a articulação entre diferentes linguagens artísticas.
A apresentação faz parte da temporada “15 anos Lamira!”, realizada em Salvador pelo Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). A programação reúne quatro espetáculos da companhia no Teatro Molière durante setembro: “Gibi”, “A Jornada de Kokoro”, “Luna de Miel” e “Sobre Si”.
Lamira Artes Cênicas completa 15 anos de trajetória
Criada em 2010, em Palmas, no Tocantins, a Lamira Artes Cênicas foi fundada pelos artistas Carolina Galgane e João Vicente. A companhia desenvolveu uma pesquisa voltada à integração entre teatro, dança, palhaçaria, música e formas animadas.
Segundo informações divulgadas pelo CCBB, a trajetória de 15 anos da companhia inclui apresentações em 128 cidades brasileiras, com público estimado em 71 mil espectadores. A temporada em Salvador reúne trabalhos produzidos em diferentes momentos da trajetória do grupo.
Além de “Gibi”, a programação contempla “A Jornada de Kokoro”, com sessões entre 11 e 13 de setembro; “Luna de Miel”, de 17 a 20 de setembro; e “Sobre Si”, de 24 a 27 de setembro. Algumas apresentações dos demais espetáculos também contarão com Libras, audiodescrição, vivências e mediação.
Temporada do CCBB amplia programação teatral em Salvador
A realização da temporada ocorre no contexto da atuação do Centro Cultural Banco do Brasil em Salvador, que promove atividades culturais na capital baiana antes da abertura de sua unidade no Palácio da Aclamação.
O CCBB informa que a temporada será realizada no Teatro Molière, localizado na Aliança Francesa, na Avenida Sete de Setembro, 401, na região da Ladeira da Barra. Os ingressos têm valores de R$ 30 para inteira e R$ 15 para meia-entrada, com descontos adicionais para clientes de cartões BB, conforme as condições da programação.
A presença do CCBB em Salvador vem sendo construída por meio de iniciativas culturais realizadas em diferentes espaços da cidade. Em 2024, o Banco do Brasil e o Governo da Bahia formalizaram acordo para a criação do CCBB Salvador-Bahia no Palácio da Aclamação, ampliando a atuação da instituição na capital baiana.
Acessibilidade integra programação de “Gibi”
A sessão de 05 de setembro, às 16h, terá recursos de Libras e audiodescrição. A iniciativa integra a programação de acessibilidade da temporada e permite que a apresentação seja acompanhada por públicos com diferentes necessidades de acesso à informação.
A inclusão de recursos acessíveis também está presente em outros espetáculos da temporada. “Luna de Miel” terá sessão com Libras e audiodescrição em 19 de setembro, enquanto “Sobre Si” contará com recursos de acessibilidade em 26 de setembro.
Além das sessões acessíveis, a programação prevê atividades complementares em alguns espetáculos, como vivências e mediações, estabelecendo diferentes formas de contato entre artistas, obra e público.


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