Balé Folclórico da Bahia volta ao TCA em novembro DE 2026

O Balé Folclórico da Bahia (BFB) retorna ao palco principal do Teatro Castro Alves (TCA), em Salvador, nos dias 21 e 22 de novembro de 2026, com o espetáculo “O Balé Que Você Não Vê”. As apresentações integram a programação do Mês da Consciência Negra e marcam o retorno da montagem à capital baiana após a turnê nacional realizada em 2025. Os ingressos estarão disponíveis a partir das 14h de terça-feira (01/09/2026), pela plataforma Sympla.

A montagem foi apresentada pela primeira vez em Salvador em novembro de 2022, no próprio TCA, após um período de mais de dois anos sem atividades presenciais da companhia em razão da pandemia de Covid-19. Segundo Walson “Vavá” Botelho, diretor-geral e fundador do BFB, a companhia havia realizado uma temporada de três apresentações naquele ano e mantinha a expectativa de voltar a apresentar o espetáculo em Salvador.

A temporada de 2026 ocorre no contexto das celebrações do Mês da Consciência Negra, período dedicado à discussão sobre a história, a cultura e as contribuições da população negra no Brasil, além do enfrentamento ao racismo. A programação do BFB prevê a apresentação de coreografias que integram diferentes momentos da trajetória artística da companhia.

Espetáculo reúne quatro coreografias no Teatro Castro Alves

“O Balé Que Você Não Vê” terá em seu programa as coreografias “Bolero”, de Carlos Durval; “Okan”, de Nildinha Fonseca; e “2-3-8”, de Slim Mello, além de “Afixirê”, de Rosângela Silvestre, obra que integra o repertório do Balé Folclórico da Bahia.

A montagem foi concebida a partir da experiência cotidiana da companhia e das atividades que acontecem fora do palco para a manutenção de uma produção profissional de dança. O trabalho envolve preparação corporal, ensaios, formação técnica e integração entre dança, música, capoeira, canto e teatro.

Segundo Vavá Botelho, a montagem foi criada durante um período de interrupção das atividades presenciais e representou o retorno da companhia aos palcos após a pandemia. A estreia ocorreu em novembro de 2022, no TCA, e a obra posteriormente integrou a circulação nacional do BFB.

A turnê realizada em 2025 passou por cidades das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, incluindo Rio de Janeiro, São Paulo, Campinas, Franca, Goiânia, Florianópolis, Porto Alegre e Novo Hamburgo. A apresentação em Salvador retoma o espetáculo no local onde ocorreu sua estreia mundial.

Novembro Negro terá como referências Zumbi dos Palmares e a cultura afro-baiana

Para a temporada de novembro, o BFB relaciona a apresentação à memória de Zumbi dos Palmares, à ancestralidade e à cultura afro-baiana. A escolha do período também está associada ao Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro.

Vavá Botelho afirmou que a programação representa uma oportunidade para a companhia levar ao palco elementos associados à cultura afro-brasileira e às discussões relacionadas à luta antirracista. A proposta dialoga com uma agenda cultural que, em Salvador e em outras cidades baianas, concentra atividades de música, dança, artes visuais, formação e debates durante o mês de novembro.

O Jornal Grande Bahia já registrou diferentes programações relacionadas ao Novembro Negro e à valorização da cultura afro-brasileira em Salvador, incluindo ações culturais realizadas no Pelourinho.

A programação do BFB se insere, portanto, em um calendário cultural que utiliza diferentes linguagens artísticas para abordar identidade, memória e manifestações de matriz africana. A dança ocupa nesse contexto um espaço de transmissão de repertórios culturais e de pesquisa sobre manifestações populares da Bahia.

Formação dos bailarinos inclui dança, música, capoeira e teatro

A preparação dos integrantes do Balé Folclórico da Bahia envolve diferentes áreas artísticas. De acordo com as informações apresentadas pela companhia, os bailarinos recebem formação em dança clássica, moderna e contemporânea, além de desenvolverem atividades relacionadas à dança afro-baiana, música, capoeira, canto e teatro.

Desde 1993, a direção artística do corpo de baile está sob responsabilidade de José Carlos Arandiba, conhecido como Zebrinha. O trabalho desenvolvido pelo grupo tem como uma de suas principais referências as manifestações populares da Bahia e a pesquisa sobre elementos da cultura afro-baiana.

Zebrinha afirma que a formação oferecida pelo BFB busca ampliar as possibilidades de desenvolvimento dos integrantes e reduzir estigmas associados à origem social ou à trajetória individual. A companhia reúne pessoas de diferentes faixas etárias e classes sociais em seu processo de formação artística.

A atuação continuada da instituição também possui registros em políticas públicas de cultura. Documento da Secretaria de Cultura da Bahia registra ações continuadas da Fundação Balé Folclórico da Bahia como projeto voltado à manutenção das atividades da instituição.

Balé Folclórico da Bahia recebeu reconhecimento nacional e internacional

A trajetória do BFB inclui participações em eventos no Brasil e no exterior e diferentes formas de reconhecimento institucional. Em maio de 2025, a companhia recebeu a Ordem do Mérito Cultural, concedida pela Presidência da República e pelo Ministério da Cultura.

A lista oficial de homenageados da edição de 2025 da Ordem do Mérito Cultural inclui o Balé Folclórico da Bahia entre as instituições condecoradas.

A companhia também registra homenagens internacionais. Segundo as informações divulgadas pelo BFB, em 2013 a Prefeitura de Atlanta, nos Estados Unidos, instituiu o dia 1º de novembro como Dia do Balé Folclórico da Bahia. No mesmo ano, uma rua da cidade de Aného, no Togo, recebeu o nome da companhia.

Outro reconhecimento citado pela instituição ocorreu em 1994, quando a Associação Mundial de Críticos teria escolhido o BFB como companhia de dança folclórica de destaque em âmbito internacional.

Espetáculo retorna a Salvador após circulação nacional

A volta de “O Balé Que Você Não Vê” a Salvador ocorre quatro anos após sua primeira temporada na cidade. A apresentação no TCA também representa a retomada de uma montagem que foi criada em um período de interrupção das atividades culturais presenciais e posteriormente levada a diferentes cidades brasileiras.

A trajetória da companhia combina pesquisa sobre manifestações culturais baianas, formação artística e circulação nacional e internacional. O trabalho desenvolvido pelo BFB utiliza referências da cultura popular e da matriz afro-baiana para construir suas coreografias.

A relação entre dança, cultura afro-brasileira e programação do Novembro Negro também aparece em outras iniciativas culturais na Bahia. Em 2025, o Jornal Grande Bahia registrou atividades no Pelourinho que reuniram dança, música, percussão, oficinas e manifestações culturais de matriz africana durante a Semana da Consciência Negra.

Com as apresentações previstas para 21 e 22 de novembro de 2026, o Balé Folclórico da Bahia volta ao palco principal do TCA com uma montagem criada em Salvador e posteriormente levada a outras regiões do país. A venda dos ingressos começa em 01/09/2026, às 14h, pelo Sympla, conforme as informações divulgadas pela companhia.

Serviço

Espetáculo: “O Balé Que Você Não Vê”
Companhia: Balé Folclórico da Bahia
Local: Teatro Castro Alves (TCA), Salvador
Datas: 21 e 22 de novembro de 2026
Ingressos: a partir de 1º de setembro de 2026
Horário de início das vendas: 14h
Plataforma: Sympla
Motivação da temporada: programação do Mês da Consciência Negra


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