Instituto Preguiça-de-Coleira inicia restauração de corredor ecológico com apoio técnico da Bracell na Bahia

O Instituto Preguiça-de-Coleira de Pesquisa e Conservação (IPDC) completa um ano de atuação na Costa dos Coqueiros, no Litoral Norte da Bahia, com uma programação voltada à conservação da Mata Atlântica. Entre as atividades está o primeiro plantio de mudas em corredor ecológico promovido pela entidade, marcado para a próxima terça-feira (25/08/2026), na Fazenda Toca da Onça, em Olhos D’Água.

A ação contará com apoio técnico da Bracell, incluindo participação da equipe de restauração da empresa, voluntários e doação de insumos utilizados no plantio. As mudas foram doadas pelo evento esportivo Desafio Latitude 12, enquanto a companhia fornecerá adubo, hidrogel e orientação técnica para as pessoas responsáveis pela manutenção das plantas após a atividade.

A iniciativa integra uma nova frente de atuação do IPDC destinada à formação de corredores ecológicos na Mata Atlântica do Litoral Norte, com o objetivo de reconectar áreas de floresta atualmente isoladas. A estratégia busca ampliar os ambientes disponíveis para a preguiça-de-coleira (Bradypus torquatus) e outras espécies da fauna local.

Corredor ecológico busca conectar fragmentos de Mata Atlântica

A preguiça-de-coleira é uma espécie endêmica da Mata Atlântica e ameaçada de extinção. A fragmentação da vegetação pode limitar a circulação dos animais entre diferentes áreas de floresta e aumentar a exposição a riscos associados ao deslocamento.

O plantio previsto para a Fazenda Toca da Onça utilizará espécies nativas da Mata Atlântica, incluindo árvores que fazem parte da alimentação da preguiça-de-coleira. A espécie se alimenta predominantemente de folhas e brotos de árvores do bioma.

A formação de corredores ecológicos pretende estabelecer conexões entre fragmentos florestais, permitindo a circulação dos animais entre áreas de alimentação, abrigo e reprodução. A medida também busca reduzir a exposição a atropelamentos e acidentes envolvendo redes elétricas, apontados entre os riscos associados ao deslocamento da fauna.

Bracell oferece suporte técnico para restauração

A equipe de restauração da Bracell participará do plantio ao lado de voluntários da empresa. A companhia também forneceu adubo e hidrogel para a implantação das mudas e oferecerá orientação técnica às pessoas que permanecerão responsáveis pelos cuidados posteriores.

Segundo Meryellen Baldim, gerente de Meio Ambiente e Certificações da Bracell Bahia, o suporte técnico busca contribuir para a conexão de áreas de Mata Atlântica e para a criação de condições de circulação, abrigo e alimentação para a preguiça-de-coleira.

A orientação continuará após o plantio, com capacitação para a manutenção das mudas e para a continuidade do processo de restauração de áreas degradadas na propriedade onde a atividade será realizada.

Instituto completa um ano de atuação na Costa dos Coqueiros

A implantação do corredor ecológico integra a programação de um ano de atuação do IPDC na Costa dos Coqueiros. A agenda inclui também a inauguração de um novo espaço de visitação dedicado à preguiça-de-coleira e outras atividades relacionadas à conservação da Mata Atlântica.

A nova etapa amplia o foco da entidade para além de ações de pesquisa e conservação da espécie, incorporando a restauração e conexão de habitats como uma das frentes de trabalho.

O planejamento considera a necessidade de recuperar áreas de vegetação que possam funcionar como pontos de ligação entre fragmentos florestais. A expectativa apresentada pela instituição é ampliar a área de vida disponível para a preguiça-de-coleira e contribuir para a conservação de outras espécies presentes no Litoral Norte.

Reservas privadas integram ações ambientais da Bracell

A Bracell informa que mantém quatro Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN) como parte de suas ações de conservação ambiental. Entre elas está a RPPN Lontra, localizada no Litoral Norte da Bahia, com 1.377 hectares de Mata Atlântica.

Segundo as informações apresentadas pela empresa, a área é reconhecida como Posto Avançado da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (RBMA) pela Unesco. O local reúne 378 espécies de flora silvestre, 264 espécies de aves, 75 espécies de anfíbios, 57 espécies de répteis e 38 espécies de mamíferos.

A manutenção dessas áreas é apresentada pela empresa como parte de sua estratégia de conservação da biodiversidade. As reservas também constituem áreas destinadas à proteção de remanescentes da Mata Atlântica e de espécies associadas ao bioma.

Parceria amplia ações de conservação na Bahia

A companhia também mantém parceria com o Governo da Bahia, por meio do programa Compromisso Um para Um, voltado à ampliação da área de preservação da Mata Atlântica. Em Salvador, a iniciativa está relacionada à conservação do Parque Metropolitano de Pituaçu.

As ações integram diferentes estratégias de conservação, envolvendo áreas protegidas, restauração de vegetação e recuperação de espaços degradados. No caso do IPDC, o novo corredor ecológico concentra-se na conexão de fragmentos florestais no Litoral Norte.

A participação de empresas, instituições de pesquisa, organizações ambientais e voluntários permite combinar restauração florestal, acompanhamento técnico e mobilização para conservação da biodiversidade.

Plantio prioriza espécies usadas na alimentação da preguiça

A seleção das mudas para o corredor ecológico considera a composição da Mata Atlântica local e a relação das espécies vegetais com a fauna. Entre os critérios está a utilização de plantas que possam fornecer recursos alimentares para a preguiça-de-coleira.

A espécie possui alimentação predominantemente baseada em folhas e brotos de árvores, o que torna a recuperação da cobertura vegetal um dos elementos relacionados à disponibilidade de alimento e à utilização dos fragmentos florestais.

Além de favorecer a preguiça-de-coleira, a conexão entre áreas de vegetação pode beneficiar outras espécies que dependem da continuidade ou da proximidade entre ambientes florestais. O objetivo é ampliar a funcionalidade ecológica das áreas restauradas.

Restauração terá continuidade após o plantio

O plantio previsto para 25 de agosto de 2026 representa uma etapa inicial do trabalho. A manutenção das mudas será realizada posteriormente pelas pessoas capacitadas durante a ação, com orientação técnica fornecida pela equipe da Bracell.

O acompanhamento das plantas é necessário para garantir a continuidade da restauração e permitir que as espécies introduzidas se desenvolvam no local. O processo envolve cuidados posteriores ao plantio e a recuperação progressiva da vegetação.

A proposta do Instituto Preguiça-de-Coleira é utilizar a restauração como instrumento de conexão entre fragmentos de Mata Atlântica, ampliando os espaços utilizados pela espécie e reduzindo riscos durante seus deslocamentos.

Conservação combina pesquisa, restauração e proteção de habitats

Ao completar um ano de atividades na Costa dos Coqueiros, o IPDC inicia uma etapa direcionada à implantação de corredores ecológicos. A ação reúne doação de mudas, apoio técnico, participação de voluntários e acompanhamento da recuperação das áreas.

A estratégia está relacionada à necessidade de preservar habitats da preguiça-de-coleira e de outras espécies da Mata Atlântica, especialmente em áreas onde a vegetação encontra-se fragmentada.

O primeiro plantio em corredor ecológico da entidade, portanto, marca a ampliação de suas ações de conservação no Litoral Norte da Bahia. A iniciativa combina restauração de áreas degradadas, conexão de fragmentos florestais e proteção da biodiversidade, com foco na conservação da preguiça-de-coleira.


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