A Suzano divulgou nesta quarta-feira, 12/08/2026, os resultados financeiros do segundo trimestre de 2026 (2T26), com receita líquida de R$ 11,6 bilhões, EBITDA ajustado de R$ 4,7 bilhões e geração de caixa operacional de R$ 2,9 bilhões. Os indicadores apresentaram evolução em relação ao trimestre anterior, em um cenário marcado por pressão cambial e aumento dos custos de insumos.
No período, a companhia registrou vendas de 3,3 milhões de toneladas, sendo 2,9 milhões de toneladas de celulose e 406 mil toneladas de papéis destinados aos segmentos de embalagens, gráficos, especiais e sanitários. O lucro líquido alcançou R$ 1,8 bilhão.
Segundo a empresa, o desempenho ocorreu em meio à volatilidade do mercado internacional e à elevação de custos associada, entre outros fatores, ao preço do petróleo. A Suzano informou que mantém políticas de hedge para reduzir os efeitos das oscilações do preço do Brent sobre suas operações.
Produção e custos operacionais
O custo caixa de produção de celulose, excluindo paradas, ficou em R$ 843 por tonelada no segundo trimestre. De acordo com os dados divulgados pela companhia, o indicador permaneceu próximo ao registrado no mesmo período de 2025, quando o custo havia sido de R$ 832 por tonelada.
A geração de caixa operacional de R$ 2,9 bilhões foi acompanhada pela manutenção do foco da companhia na redução do endividamento. A alavancagem financeira, medida pela relação entre dívida líquida e EBITDA ajustado, encerrou o trimestre em 3,4 vezes em dólar.
A Suzano informou que a estratégia para redução da dívida está baseada na geração de caixa das operações, na busca por eficiência e na disciplina de alocação de capital. O indicador de alavancagem havia encerrado o primeiro trimestre de 2026 em 3,3 vezes em dólar, segundo os dados divulgados pela empresa.
Suzano mantém estratégia de redução do endividamento
Em manifestação sobre o resultado, o presidente da Suzano, Beto Abreu, afirmou que a companhia manteve o foco em eficiência operacional e redução do endividamento diante da volatilidade do mercado.
Segundo o executivo, a estratégia também contempla a captura de valor dos investimentos já realizados e a manutenção da competitividade operacional. A companhia informou que pretende continuar concentrada na geração de caixa e na disciplina financeira.
Os números do 2T26 mostram uma evolução em relação ao primeiro trimestre. No 1T26, a Suzano havia registrado receita líquida de R$ 11 bilhões, EBITDA ajustado de R$ 4,6 bilhões e geração de caixa operacional de R$ 2,5 bilhões, enquanto as vendas alcançaram 3,2 milhões de toneladas.
Aquisição da Arbex amplia atuação no mercado de tissue
Após o encerramento do segundo trimestre, a Suzano concluiu a aquisição de 51% da Arbex, empresa global de tissue criada em parceria com a Kimberly-Clark. A operação envolveu o pagamento de US$ 1,3 bilhão pela participação adquirida.
A Arbex iniciou as operações em 01/07/2026 e atua na produção, no marketing e na comercialização de produtos de tissue para consumidores e clientes profissionais em mais de 70 países. A companhia reúne 22 fábricas em 14 mercados.
A operação amplia a participação da Suzano no segmento de produtos de higiene e diversifica sua atuação internacional. Os resultados da Arbex serão consolidados nas demonstrações financeiras da Suzano a partir do terceiro trimestre de 2026. A criação da empresa global havia sido anunciada anteriormente pela Suzano e pela Kimberly-Clark.
Atuação da Suzano na Bahia
A Suzano mantém operações industriais na Bahia, incluindo a unidade de Mucuri, no Extremo Sul do estado, que completou 34 anos de atividade em março de 2026. A unidade tem capacidade anual informada de 1,7 milhão de toneladas de celulose, 250 mil toneladas de papel e 60 mil toneladas de tissue.
Dados divulgados anteriormente pela companhia e analisados em estudo da Fundação Getulio Vargas apontam que a operação da Suzano em Mucuri está associada a 19.614 empregos entre postos diretos, terceirizados e efeitos econômicos decorrentes da atividade empresarial. O município também apresenta elevada participação da empresa na economia industrial local.
A presença da Suzano no Extremo Sul baiano também inclui iniciativas relacionadas a comunidades, capacitação e atividades econômicas. Em julho de 2026, a empresa informou apoio a projetos de pesca artesanal, qualificação profissional e infraestrutura comunitária em municípios da região.
Resultado financeiro e próximos períodos
Com o encerramento do segundo trimestre, a Suzano passa a incorporar nos resultados futuros os efeitos da operação da Arbex. A companhia também mantém como prioridades declaradas a redução da alavancagem, geração de caixa, eficiência operacional e disciplina na alocação de capital.
O desempenho divulgado em agosto representa o segundo balanço trimestral de 2026. A agenda de relações com investidores da empresa prevê a divulgação dos resultados do terceiro trimestre de 2026 em 05/11/2026, seguida de teleconferência no dia seguinte.
A evolução dos indicadores financeiros no segundo trimestre ocorre enquanto a Suzano administra os efeitos do câmbio, dos preços internacionais da celulose e dos custos de insumos. Ao mesmo tempo, a consolidação da Arbex a partir do terceiro trimestre deverá incorporar ao balanço da companhia os resultados da nova operação global de tissue.


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