O Projeto Órbita estreia em Salvador nesta sexta-feira (07/08/2026), a partir das 18h45, no Planetário da Universidade Federal da Bahia (UFBA), com uma programação gratuita voltada ao audiovisual expandido. A iniciativa reúne formação, intercâmbio internacional, exibições em formato Full Dome e apresentações artísticas, consolidando uma nova etapa de colaboração entre artistas brasileiros e estrangeiros.
Idealizado por Demétrio Henriques Portugal (AVXLab) em parceria com Zé Enrique Iglesias (Ilimitado), o programa foi criado para conectar profissionais da arte, tecnologia e pesquisa por meio de workshops, residências artísticas e projetos colaborativos. A primeira edição em Salvador conta com a participação de instituições nacionais e internacionais voltadas ao desenvolvimento de linguagens audiovisuais imersivas.
Entre os convidados está o artista visual e digital canadense Arthur Desmarteaux, nome artístico de Étienne Rochon, residente da Vila Sul do Goethe-Institut Salvador-Bahia, por meio de convênio com o Conselho de Artes e Letras do Québec (CALQ).
Residência internacional promove intercâmbio entre artistas brasileiros e canadenses
Durante sua permanência em Salvador, Arthur Desmarteaux desenvolve pesquisas em diálogo com o território e com a produção artística local. No Projeto Órbita, o artista conduz o módulo de espacialização sonora, com foco na utilização do software Ableton Live, compartilhando técnicas aplicadas à criação de experiências para planetários e domos digitais.
O artista também colabora com a canadense Allison Moore na criação de uma versão inédita da obra Cloud Bodies, desenvolvida especialmente para Salvador. A produção inclui ensaios e filmagens realizados em diferentes paisagens da cidade, estabelecendo um diálogo entre o ambiente urbano e a linguagem do cinema imersivo.
Segundo a organização, a parceria entre o Projeto Órbita, o Goethe-Institut Salvador-Bahia e o CALQ busca ampliar processos criativos internacionais e fortalecer o intercâmbio entre artistas estrangeiros e a produção cultural brasileira.
Sessão especial reúne obras internacionais e apresentações ao vivo
A programação de estreia inclui uma Sessão Especial aberta ao público, com exibição das obras Cloud Bodies e Mystic Vale, produções reconhecidas no circuito internacional de cinema imersivo.
O público também acompanhará uma Live Jam, reunindo experimentos desenvolvidos pelos participantes do workshop realizado nos dias anteriores. A apresentação marca o encerramento da primeira edição do Projeto Órbita em Salvador e apresenta os resultados do processo formativo promovido durante a residência.
A proposta é ampliar a circulação de produções em Full Dome e criar oportunidades para que artistas brasileiros desenvolvam projetos voltados aos formatos imersivos utilizados em planetários e outros espaços de exibição.
Goethe-Institut destaca fortalecimento da cooperação cultural internacional
De acordo com o diretor de Operações da Residência Vila Sul do Goethe-Institut Salvador-Bahia, Leonel Henckes, a participação de Arthur Desmarteaux representa os objetivos da parceria entre a residência artística e o CALQ, mantida há mais de oito anos.
Segundo Henckes, a aproximação entre artistas internacionais e a cena cultural baiana amplia oportunidades de colaboração, intercâmbio de conhecimento e experimentação artística. Para ele, a participação do artista canadense no Projeto Órbita contribui para fortalecer Salvador como espaço de produção cultural conectada a redes internacionais.
A programação reúne ainda o AVXLab, Ilimitado, Universidade Federal da Bahia (UFBA) e o Planetário da UFBA, com apoio do Goethe-Institut Salvador-Bahia, da Residência Vila Sul, do SSA Mapping e do Conselho de Artes e Letras do Québec (CALQ).
Projeto busca integrar formação, tecnologia e produção artística
Além das apresentações, o Projeto Órbita foi concebido como um programa permanente de formação e intercâmbio voltado às linguagens do audiovisual expandido.
A iniciativa pretende conectar diferentes cidades brasileiras às redes internacionais de produção artística por meio de oficinas, residências, pesquisas e colaborações entre artistas, pesquisadores e instituições.
Com a realização da primeira edição em Salvador, o programa inaugura um circuito voltado ao desenvolvimento de produções imersivas e ao fortalecimento da cooperação entre o Brasil e outros países no campo das artes visuais e das tecnologias aplicadas à cultura.


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