Na segunda-feira (03/08/2026), especialistas da Afya Salvador e da Afya Itabuna divulgaram orientações sobre as diferenças entre a atuação de psicólogos e psiquiatras, esclarecendo quando cada profissional deve ser procurado. Segundo os docentes, compreender o papel de cada especialidade contribui para reduzir a desinformação sobre saúde mental e incentiva a busca por acompanhamento antes do agravamento dos sintomas.
Os especialistas ressaltam que a psicoterapia e o acompanhamento psiquiátrico não são excludentes, podendo atuar de forma integrada conforme as necessidades de cada paciente. Enquanto a psicologia concentra-se na escuta, no acolhimento e no desenvolvimento de estratégias para compreender emoções, pensamentos e comportamentos, a psiquiatria é uma especialidade médica voltada ao diagnóstico, tratamento e acompanhamento dos transtornos mentais, incluindo a prescrição de medicamentos quando indicada.
De acordo com os profissionais, o aumento dos casos de ansiedade, estresse e esgotamento relacionados ao cotidiano e ao ambiente de trabalho tem ampliado a procura por serviços voltados à saúde mental.
Psicologia atua no acolhimento, autoconhecimento e desenvolvimento emocional
A professora da Afya Itabuna e psicóloga Raquel de Alcântara Santos explica que a psicoterapia oferece um espaço de escuta e acolhimento, permitindo que o paciente compreenda melhor suas emoções, comportamentos e padrões de pensamento.
Segundo a especialista, o acompanhamento psicológico auxilia no desenvolvimento de recursos emocionais para enfrentar desafios pessoais, profissionais e familiares, além de favorecer o fortalecimento da autoestima, da autonomia emocional e da capacidade de tomada de decisões.
Raquel também destaca que a terapia pode contribuir para identificar gatilhos emocionais, melhorar a comunicação interpessoal e desenvolver estratégias mais equilibradas para lidar com situações de ansiedade, estresse e conflitos cotidianos.
Psiquiatria é indicada para diagnóstico e tratamento de transtornos mentais
O professor da Afya Salvador e psiquiatra Vitor Almeida afirma que alguns transtornos mentais exigem acompanhamento psiquiátrico contínuo e tratamento medicamentoso, como ocorre em casos de transtorno afetivo bipolar e esquizofrenia.
Segundo o médico, outros quadros, como transtorno depressivo maior e transtorno de ansiedade generalizada, podem necessitar de medicamentos conforme a gravidade dos sintomas. Nos casos classificados como leves, o acompanhamento psicológico costuma ser suficiente na maioria das situações, enquanto quadros moderados e graves geralmente requerem avaliação psiquiátrica e tratamento farmacológico.
Além do diagnóstico e da prescrição de medicamentos, a psiquiatria também atua no manejo de crises, na orientação sobre sono, uso de substâncias e reinserção social e ocupacional. Alguns psiquiatras possuem formação para realizar psicoterapia.
Especialistas defendem busca precoce por atendimento em saúde mental
Raquel de Alcântara Santos observa que ainda existe a percepção equivocada de que o atendimento psicológico deve ser procurado apenas em situações extremas. Para a psicóloga, o acompanhamento preventivo favorece o autoconhecimento, o desenvolvimento pessoal e a promoção da saúde emocional.
Segundo a docente, a terapia também contribui para a construção de habilidades emocionais, prevenção do adoecimento psíquico e fortalecimento da capacidade de enfrentar situações estressantes ao longo da vida.
Os especialistas destacam que a procura antecipada por atendimento pode facilitar a identificação de dificuldades emocionais antes que elas evoluam para quadros mais complexos.
Adiar o tratamento pode aumentar a complexidade dos casos
O psiquiatra Vitor Almeida alerta que o adiamento da busca por apoio profissional pode prolongar o tratamento e aumentar a necessidade de intervenções terapêuticas e medicamentosas.
Segundo o especialista, em situações mais graves, a demora no atendimento pode elevar os riscos associados aos transtornos mentais, reforçando a importância da avaliação profissional diante de sinais persistentes de sofrimento emocional.
Para os professores da Afya, a integração entre psicologia e psiquiatria representa uma estratégia importante para oferecer um cuidado mais abrangente, permitindo que diferentes abordagens sejam utilizadas conforme as necessidades de cada paciente.
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