Brasil realiza primeira nefrectomia parcial robótica por telecirurgia entre Bahia e Mato Grosso do Sul

O Brasil realizará, no sábado (18/07/2026), a primeira nefrectomia parcial robótica por telecirurgia, procedimento considerado um marco para a medicina nacional. A cirurgia será conduzida remotamente pelo urologista e cirurgião robótico Nilo Jorge Leão, coordenador do Instituto Brasileiro de Cirurgia Robótica (IBCR), a partir de Salvador (BA), em um paciente localizado em Campo Grande (MS), separados por aproximadamente 2.380 quilômetros.

O procedimento contará com a supervisão presencial do urologista Bruno Rosa e integra o programa do Instituto de Anatomia Robótica e Treinamento (IART). A iniciativa amplia o uso da telemedicina em procedimentos de alta complexidade e representa um novo passo na incorporação da cirurgia robótica no sistema de saúde brasileiro.

A realização da operação busca demonstrar a viabilidade da atuação remota de especialistas em cirurgias complexas, contribuindo para ampliar o acesso de pacientes a procedimentos especializados independentemente da localização geográfica.

Cirurgia será comandada remotamente entre Salvador e Campo Grande

A telecirurgia permitirá que o cirurgião responsável opere o sistema robótico instalado em Campo Grande, permanecendo fisicamente em Salvador durante toda a intervenção.

O procedimento será acompanhado presencialmente pelo urologista Bruno Rosa, responsável pela supervisão local e pelo suporte à equipe médica durante a cirurgia.

Segundo Nilo Jorge Leão, a tecnologia amplia as possibilidades da cirurgia robótica ao permitir que especialistas atuem à distância sem comprometer os padrões técnicos exigidos para procedimentos de alta complexidade.

“Estamos diante de um avanço que redefine os limites da cirurgia. A telecirurgia robótica permite levar expertise a qualquer lugar, com segurança e precisão, beneficiando diretamente o paciente”, afirma o cirurgião.

Nefrectomia parcial preserva a função do rim

A nefrectomia parcial é indicada para pacientes com tumores renais, permitindo a retirada da lesão com preservação da parte saudável do rim.

Ao manter o maior volume possível do órgão, a técnica contribui para reduzir o risco de perda da função renal e preservar a qualidade de vida do paciente.

Quando realizada por meio da cirurgia robótica, a intervenção utiliza instrumentos de alta precisão e visão ampliada em alta definição, permitindo movimentos controlados e maior precisão durante a retirada do tumor.

Tecnologia amplia acesso à medicina especializada

A associação entre cirurgia robótica e telecirurgia possibilita que profissionais especializados realizem procedimentos em hospitais distantes dos grandes centros médicos.

Essa estratégia pode contribuir para ampliar o acesso a tratamentos de alta complexidade em diferentes regiões do país, reduzindo limitações relacionadas à disponibilidade de especialistas.

A iniciativa também fortalece o desenvolvimento da telemedicina no Brasil, especialmente em procedimentos que exigem elevado grau de precisão técnica.

Procedimento integra programa do IART

A cirurgia faz parte das atividades desenvolvidas pelo Instituto de Anatomia Robótica e Treinamento (IART), voltadas à capacitação profissional e à incorporação de tecnologias aplicadas à medicina.

O projeto busca ampliar o uso da cirurgia robótica e estimular a adoção de novas práticas assistenciais capazes de conectar equipes médicas localizadas em diferentes estados.

A realização da primeira nefrectomia parcial robótica por telecirurgia posiciona o Brasil entre os países que desenvolvem aplicações avançadas de cirurgia remota, ampliando as possibilidades de cooperação entre centros especializados e contribuindo para a expansão da assistência médica de alta complexidade.


Tags


Deixe um comentário


Discover more from News Veritas Brasil (NV)

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading