O 16º Centro de Saúde Maria Conceição Imbassahy, localizado no bairro do Pau Miúdo, em Salvador, realizou uma captação de córneas no dia 29 de junho de 2026, resultado de um processo que envolveu equipes assistenciais, o Serviço Social e a Organização de Procura de Córneas (OPC) da Bahia, vinculada à Central Estadual de Transplantes. O procedimento foi viabilizado após a autorização da família do doador, conforme determina a legislação brasileira.
A iniciativa reforça a importância da doação de órgãos e tecidos, especialmente do diálogo entre familiares sobre a intenção de ser doador. No Brasil, a autorização da família é obrigatória para que a doação seja realizada, conforme estabelece a Lei nº 9.434/1997 (Lei dos Transplantes).
Em respeito à legislação e aos princípios éticos que regem os transplantes, não foram divulgadas informações sobre a identidade do doador nem sobre as circunstâncias do falecimento. A unidade de saúde ressaltou que o foco permanece no gesto solidário da família, cuja decisão poderá beneficiar pessoas que aguardam transplante de córneas.
Serviço Social atuou no acolhimento da família durante o processo
Segundo a unidade de saúde, a captação contou com a atuação integrada das equipes assistenciais e do Serviço Social, responsável pelo acolhimento da família durante todas as etapas do procedimento e pela interlocução com a Organização de Procura de Córneas da Bahia.
A gestora do 16º Centro de Saúde Maria Conceição Imbassahy, Zorilmar Santana, afirmou que o processo envolve não apenas aspectos técnicos, mas também suporte humanizado às famílias em um momento de luto.
“Recebemos essa decisão da família com muito respeito. Sabemos que é um momento extremamente delicado, por isso toda a equipe atua de forma acolhedora, oferecendo o suporte necessário. O ‘sim’ à doação transforma a dor em esperança”, declarou.
Acolhimento e informação auxiliam na tomada de decisão
A assistente social Gladys Amorim destacou que o trabalho desenvolvido pela equipe busca oferecer informações e apoio para que os familiares possam tomar uma decisão consciente.
De acordo com a profissional, o acompanhamento ocorre de forma respeitosa, considerando o tempo, as emoções e as escolhas da família durante o processo de autorização da doação.
“Nosso trabalho é estar ao lado, respeitando seu tempo, suas emoções e suas escolhas. A informação, o diálogo e o acolhimento fazem toda a diferença para que essa decisão seja tomada de forma consciente”, afirmou.
Legislação exige autorização familiar para doação de órgãos e tecidos
A gestão da unidade, administrada pela Fundação ABM de Pesquisa e Extensão (Fabamed), reforçou a necessidade de que as famílias conversem previamente sobre o desejo de doar órgãos e tecidos.
Pela Lei nº 9.434/1997, a autorização familiar é requisito indispensável para a realização da doação, independentemente da manifestação anterior do potencial doador. Por esse motivo, especialistas e instituições ligadas ao sistema de transplantes defendem que o tema seja discutido entre parentes.
A realização da captação no centro de saúde integra as ações desenvolvidas pela rede municipal de saúde de Salvador em parceria com a Central Estadual de Transplantes, buscando ampliar o acesso aos transplantes e contribuir para a redução da fila de espera por tecidos e órgãos.


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