Tabuleiro da Dança reúne artistas da Bahia, Sergipe e Rio de Janeiro em mostra gratuita no Espaço Xisto Bahia

A cidade de Salvador recebe no domingo (14/06/2026) a IV Mostra Tabuleiro da Dança | Edição Nacional, evento que reunirá artistas da Bahia, Sergipe e Rio de Janeiro em uma programação gratuita dedicada à diversidade da produção coreográfica brasileira. A mostra será realizada às 17h, no Espaço Xisto Bahia, promovendo encontros entre diferentes linguagens, trajetórias artísticas e expressões culturais.

Com produção da Água de Levante, a iniciativa apresenta espetáculos que abordam temas como ancestralidade, memória, espiritualidade, juventude negra, pertencimento e permanência, reunindo solos, duos, apresentações coletivas e atividades de participação do público.

A edição de 2026 foi contemplada pelo Programa de Apoio a Ações Continuadas 2025 – Dança, com apoio da Fundação Nacional de Arte (FUNARTE), vinculada ao Ministério da Cultura do Governo Federal, fortalecendo uma trajetória que completa duas décadas de circulação e incentivo à dança em diferentes territórios brasileiros.

Programação reúne obras que dialogam com memória, ancestralidade e identidade

Entre os trabalhos que compõem a programação está “Corpos que Ficam”, da Nu Tempo Dance Company, de Sergipe. Interpretada por Cal Rios e Ana Góes, sob coreografia de Everaldo Pereira, a obra propõe uma reflexão sobre os registros deixados pelo tempo nos corpos e os legados transmitidos entre gerações.

A ancestralidade também está presente em “Liberdade ao Cativo”, solo do artista Roberto Silva, integrante da Cambaio Companhia de Dança, do Rio de Janeiro. O espetáculo aborda questões ligadas à memória e às heranças culturais presentes na construção da identidade coletiva.

Já o duo “Pequena Memória para um Tempo Sem Memória”, criado e interpretado por Sol Lôbo e Renata Marise, de Salvador, investiga relações entre afeto, lembranças e resistência por meio da linguagem corporal.

Juventude negra, cultura popular e espiritualidade compõem a mostra

Outro destaque da programação é o solo “Meu Guri”, apresentado pelo dançarino carioca Werlem Goitacá. O espetáculo estabelece conexões entre dança contemporânea, samba, capoeira e funk, construindo uma narrativa relacionada à juventude negra, às experiências de pertencimento e aos desafios sociais enfrentados por diferentes comunidades.

A espiritualidade de matriz africana ganha espaço em “Um Canto de Fé”, criação de Nina Flora Sacramento. A obra aborda a fé como elemento de proteção, conexão com o sagrado e continuidade de práticas culturais transmitidas entre gerações.

A programação também contempla a participação do Grupo de Valsa Por Amor, coletivo oriundo de Cajazeiras e bairros adjacentes de Salvador. O grupo leva ao palco uma manifestação cultural que integra a tradição da valsa aos ritmos presentes nas periferias urbanas da capital baiana.

Baile Latino encerra programação com participação do público

Após as apresentações artísticas, o público será convidado a participar do Baile Latino, atividade conduzida por Maristela Lins e DJ Keu. A proposta amplia a interação entre artistas e espectadores, transformando o encerramento da mostra em um espaço coletivo de convivência e prática da dança.

A iniciativa busca promover o encontro entre diferentes públicos, permitindo que a experiência artística ultrapasse os limites das apresentações cênicas e alcance momentos de compartilhamento e participação direta.

Com essa proposta, o Tabuleiro da Dança reforça sua atuação como plataforma de circulação de artistas e intercâmbio entre diferentes linguagens da dança produzida no Brasil.

Mostra oferece acessibilidade e amplia acesso à produção artística

A edição de 2026 contará com recursos de acessibilidade em Libras e Audiodescrição, ampliando as condições de participação de diferentes públicos.

Segundo a organização, a medida integra a proposta histórica do projeto de ampliar o acesso às atividades culturais e fortalecer espaços voltados à diversidade de narrativas e experiências artísticas.

Ao reunir artistas de três estados brasileiros, a mostra contribui para a circulação de produções independentes e para o intercâmbio entre criadores, grupos e comunidades ligadas ao universo da dança.


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