O Museu Geológico da Bahia (MGB) realizou no domingo (31/05/2026) o 1º Encontro de Colecionadores de Minerais da Bahia, reunindo geólogos, pesquisadores, estudantes, colecionadores e visitantes interessados em geociências. A programação também marcou a abertura da exposição “Cristais, Rochas e Tempo Geológico: a arte natural da Terra”, iniciativa voltada à divulgação científica e à valorização da história do planeta.
O evento foi promovido pelo MGB, equipamento administrado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), em parceria com a Associação Baiana de Geologia (ABG). A proposta foi aproximar o público do patrimônio geológico do estado, criando um espaço de troca de informações entre profissionais e pessoas que mantêm coleções de minerais.
A exposição apresenta parte do acervo particular do geólogo e colecionador Rafael Daltro, que reúne cerca de 1.500 exemplares de minerais provenientes de diferentes regiões do Brasil e do mundo. A mostra permanece aberta ao público até 19 de setembro.
Colecionismo mineral reúne diferentes gerações
O encontro apresentou histórias de colecionadores de diferentes idades. Entre os participantes estava Arthur, de oito anos, que iniciou sua coleção após encontrar uma ágata. A descoberta despertou o interesse do estudante, que passou a buscar novos exemplares para ampliar seu acervo.
O estudante de Direito Bruno Almeida também participou da atividade e levou parte de sua coleção. Colecionador desde os 11 anos, ele reúne mais de 600 peças e destaca o interesse por minerais com diferentes cores e formações cristalinas.
Entre os exemplares apresentados estavam minerais como rubelita, variedade da turmalina, apatita e suelita. O encontro mostrou como a observação de minerais pode estimular o interesse científico e aproximar o público da geologia.
Minerais e pesquisa científica
Para profissionais da área, o colecionismo está relacionado à pesquisa e ao conhecimento sobre os recursos naturais. O engenheiro geólogo Renato Andrade destacou uma apatita de cristal hexagonal como uma das peças de sua coleção, ressaltando sua relação com o fosfato utilizado na produção de fertilizantes.
Segundo Andrade, a pesquisa mineral tem importância estratégica para o país diante da necessidade de ampliar o conhecimento sobre reservas naturais e reduzir dependências externas em determinados setores.
O geólogo e professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA) Leonardo Mascarenhas também participou do encontro e explicou que prioriza minerais com procedência conhecida, especialmente exemplares originários de minas baianas. Para ele, o colecionismo contribui para a preservação da memória geológica.
Museu Geológico da Bahia fortalece divulgação científica
Além da exposição, a iniciativa reforçou o papel do Museu Geológico da Bahia como espaço de educação, pesquisa e divulgação científica. O encontro reuniu profissionais, estudantes e visitantes em torno do estudo das rochas e minerais.
A programação também celebrou o Dia do Geólogo, destacando a relação entre curiosidade, conhecimento científico e formação profissional. A atividade apresentou ao público diferentes aspectos da geologia e sua influência na sociedade.
O MGB funciona de terça a sexta-feira, das 13h às 18h, e aos sábados e domingos, das 13h às 17h, oferecendo acesso ao acervo e às exposições realizadas no espaço.


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