A Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA) realiza neste domingo (10/05/2026), às 11h, mais uma edição do projeto OSBA Solar no Cine Teatro Solar Boa Vista, no bairro do Engenho Velho de Brotas, em Salvador. O concerto contará com regência da maestra convidada Natália Larangeira e solo do oboísta Gabriel Marcaccini, integrante da orquestra.
Os ingressos estão disponíveis na plataforma Sympla. A apresentação integra a série de concertos matinais da OSBA, iniciativa voltada à aproximação entre público e música de concerto em espaços culturais da capital baiana.
O repertório reúne obras de compositores nacionais e internacionais: “Ritual, Op. 103”, do baiano Lindembergue Cardoso; “Concertino para Oboé e Cordas, T.17”, do gaúcho Brenno Blauth; e “Sinfonia nº 2”, da compositora polonesa Grażyna Bacewicz.
Concerto propõe diálogo entre tradição clássica e liberdade musical
Segundo a maestra Natália Larangeira, o programa do concerto foi estruturado a partir de relações entre formas tradicionais da música clássica e propostas contemporâneas de interpretação e composição.
A regente destacou que as obras dialogam entre estrutura e liberdade, explorando diferentes caminhos estéticos dentro da tradição sinfônica. De acordo com ela, o repertório busca apresentar ao público experiências sonoras distintas por meio de composições que transitam entre elementos brasileiros, experimentações rítmicas e contrastes orquestrais.
Natália Larangeira retorna à OSBA pela terceira vez como regente convidada. A maestra afirmou que mantém uma relação artística baseada em construção coletiva e ressaltou a possibilidade de ampliar o repertório executado pela orquestra, incluindo compositores menos recorrentes em apresentações brasileiras, como Grażyna Bacewicz.
Gabriel Marcaccini destaca relação acadêmica e artística com Brenno Blauth
O concerto terá como destaque o solo do oboísta Gabriel Marcaccini na execução do “Concertino para Oboé e Cordas”, considerado uma das principais obras brasileiras compostas para o instrumento.
Marcaccini afirmou que mantém relação acadêmica e artística com a produção musical de Brenno Blauth desde a graduação. Segundo o músico, o primeiro contato com o concertino ocorreu em 2011, quando assistiu a uma apresentação do oboísta Arcadio Minczuk com a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP).
A partir dessa experiência, o músico passou a pesquisar a obra de Blauth em trabalhos acadêmicos e no mestrado, utilizando composições do autor como objeto central de estudo. O concertino é dividido em três movimentos: Animando, Andante e Vivo.
Projeto OSBA Solar amplia circulação da música de concerto em Salvador
O projeto OSBA Solar integra a agenda de concertos da Orquestra Sinfônica da Bahia em espaços culturais da cidade, priorizando apresentações em formato mais próximo do público.
A iniciativa busca ampliar o acesso à música de concerto e estimular a circulação de repertórios nacionais e internacionais em diferentes regiões de Salvador. O Cine Teatro Solar Boa Vista, localizado no Engenho Velho de Brotas, tem recebido apresentações da série com programação voltada à formação de público.
A OSBA foi criada em 30 de setembro de 1982 e atualmente integra os corpos artísticos do Teatro Castro Alves. Desde 2017, sua gestão é realizada pela Associação Amigos do Teatro Castro Alves (ATCA), organização social responsável pela administração da orquestra em parceria com o Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura da Bahia (SecultBA) e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb).
Repertório reúne compositores do Brasil e da Europa
O programa do concerto evidencia a diversidade estética da música de concerto ao reunir obras compostas em diferentes contextos históricos e culturais.
Lindembergue Cardoso, compositor baiano nascido em Livramento de Nossa Senhora, é reconhecido por trabalhos que incorporam elementos da música popular brasileira e experimentações contemporâneas. Já Brenno Blauth possui destaque na produção brasileira voltada à música de câmara e repertório instrumental.
A compositora polonesa Grażyna Bacewicz, por sua vez, integra uma geração de músicos europeus do século XX que ampliaram a presença feminina na composição sinfônica internacional. A inclusão da “Sinfonia nº 2” no repertório reforça a proposta curatorial de diversificar autores e linguagens musicais nas apresentações da OSBA.


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