Crea-BA pode eleger primeira mulher presidente em 92 anos nas eleições digitais de julho de 2026

A engenheira civil, geógrafa e administradora de empresas Rute Carvalhal é candidata à presidência do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Bahia (Crea-BA) e poderá se tornar a primeira mulher a ocupar o cargo em 92 anos de história da instituição. As eleições do Sistema Confea/Crea e Mútua ocorrerão no dia 3 de julho de 2026, em formato integralmente digital.

Segundo dados do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), mais de 75 mil profissionais possuem registro no estado da Bahia. Desse total, cerca de 50 mil estão aptos a votar, número que poderá aumentar caso profissionais regularizem pendências junto ao conselho regional antes do pleito.

O processo eleitoral envolve engenheiros, agrônomos, geólogos, geógrafos, geocientistas, tecnólogos e técnicos de segurança do trabalho registrados no sistema profissional. O voto é considerado um dos principais mecanismos de definição da gestão administrativa e institucional do conselho.

Modernização e digitalização do Crea-BA

De acordo com a candidata, as áreas de engenharia, agronomia e geociências possuem participação relevante na economia baiana e demandam maior integração entre fiscalização, inovação e segurança. A proposta apresentada por Rute Carvalhal prevê a transformação do Crea-BA em uma instituição com atuação digital e foco em serviços técnicos.

Entre as propostas da candidatura estão a desburocratização de processos por meio de Inteligência Artificial, a defesa do piso salarial das categorias profissionais, o fortalecimento do programa Crea-Mulher e maior aproximação entre o conselho e universidades.

Assumo o compromisso de liderar uma gestão focada na valorização real dos nossos profissionais e na segurança da sociedade baiana”, afirmou a candidata ao comentar as diretrizes da campanha para a gestão 2027-2029.

Trajetória profissional e atuação no Sistema Confea/Crea

Rute Carvalhal possui mais de 30 anos de atuação profissional e experiência em diferentes instâncias do Sistema Confea/Crea. Ao longo da carreira, participou da Coordenação Nacional de Engenharia Civil do Confea, da Câmara de Engenharia Civil do Crea-BA e do Programa Mulher do Crea-BA na região Nordeste.

A candidata também foi presidente da Associação Brasileira de Engenheiros Civis – Departamento Bahia, tornando-se a única mulher a ocupar a função em quatro décadas de funcionamento da entidade. Além disso, integrou conselhos e colegiados ligados à engenharia e à administração pública no estado.

Segundo a engenheira, uma das prioridades da gestão proposta será ampliar a eficiência administrativa do conselho e fortalecer o papel institucional da autarquia na fiscalização profissional e no desenvolvimento técnico.

Programa de Engenharia Pública está entre prioridades

O Programa de Engenharia Pública aparece entre os principais eixos defendidos pela candidata. A proposta prevê suporte técnico para municípios que enfrentam déficit de profissionais especializados em obras públicas, regularização fundiária e projetos de infraestrutura.

A iniciativa também pretende oferecer experiência supervisionada para profissionais recém-formados, promovendo integração entre formação acadêmica e atuação prática no mercado de trabalho.

O Crea vai assumir seu papel como agente de segurança pública e de desenvolvimento social. Vamos oferecer experiência prática supervisionada para jovens recém-formados e garantir suporte técnico qualificado para prefeituras que hoje carecem de engenheiros para obras e regularização fundiária”, declarou Rute Carvalhal.

História do Crea-BA e participação dos profissionais

Fundado em 23 de abril de 1934 como a 3ª Região do Sistema Confea/Crea, o Crea-BA atua como autarquia federal responsável pela fiscalização do exercício profissional nas áreas de engenharia, agronomia e geociências no estado.

A estrutura do conselho inclui inspetorias e escritórios regionais distribuídos em diferentes municípios baianos, com atuação voltada à fiscalização técnica, emissão de registros profissionais e acompanhamento de atividades ligadas ao setor.

Ao defender maior participação dos profissionais nas eleições, Rute Carvalhal afirmou que o processo eleitoral contribui para o fortalecimento institucional do conselho e para a representatividade das categorias vinculadas ao sistema.

Conclamo todos os profissionais a participarem do processo eleitoral, não apenas para legitimar a gestão escolhida, mas também para contribuir com a construção de um conselho mais representativo, alinhado às reais demandas da sociedade e dos profissionais”, concluiu.


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