O crescimento da procura pelo deep plane facelift, técnica de lifting facial considerada avançada no rejuvenescimento, tem chamado a atenção de especialistas. O cirurgião plástico Victor Pochat destacou o aumento do interesse pelo procedimento e alertou para a necessidade de indicação precisa, conhecimento técnico e escolha criteriosa do profissional.
Segundo o especialista, a busca global pela técnica foi impulsionada após mudanças estéticas associadas a figuras públicas como Kris Jenner e Lindsay Lohan, relacionadas a um padrão de rejuvenescimento mais natural.
O médico ressalta que, apesar da popularização, o procedimento deve ser avaliado de forma individual, considerando características faciais, histórico clínico e expectativas do paciente.
Diferenças em relação ao lifting tradicional
O deep plane facelift atua em camadas mais profundas da face, reposicionando músculos e estruturas afetadas pelo envelhecimento, ao contrário das técnicas tradicionais que se concentram na tração da pele.
De acordo com Victor Pochat, essa abordagem permite um resultado mais alinhado à anatomia facial, evitando alterações associadas a procedimentos anteriores que priorizavam apenas o estiramento superficial.
A técnica também está relacionada a uma mudança no perfil de pacientes, que buscam rejuvenescimento sem descaracterização da aparência original.
Indicação e perfil dos pacientes
O procedimento não é restrito a faixas etárias avançadas. Conforme o especialista, pode ser indicado a partir dos primeiros sinais mais evidentes de flacidez, geralmente a partir dos 40 anos, dependendo da avaliação clínica.
A indicação leva em conta fatores como elasticidade da pele, estrutura óssea e condições gerais de saúde, sendo necessária análise individualizada.
O médico reforça que a decisão pela cirurgia deve considerar critérios técnicos e não apenas tendências estéticas.
Recuperação e cuidados pós-operatórios
O tempo de recuperação do deep plane facelift varia conforme o paciente, mas, em geral, permite retorno gradual às atividades em poucas semanas, desde que sejam seguidas as orientações médicas.
O acompanhamento pós-operatório é parte essencial do processo, contribuindo para a evolução adequada dos resultados e redução de riscos.
O especialista destaca que o procedimento exige estrutura adequada e equipe qualificada para garantir segurança durante todas as etapas.
Alerta sobre complexidade da técnica
Apesar da visibilidade crescente, o deep plane facelift é classificado como cirurgia de alta complexidade, exigindo formação específica e experiência em cirurgia facial.
Victor Pochat enfatiza que a escolha do profissional deve ser baseada em critérios técnicos e na especialização em procedimentos faciais.
O médico conclui que a avaliação individual e a execução por especialista qualificado são determinantes para a segurança e eficácia do procedimento.


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