A Semana da Imunização, realizada entre 24 e 30 de abril de 2026, reforça o debate sobre prevenção de doenças e o uso de imunobiológicos no tratamento de condições autoimunes. A campanha também destaca a importância da vacinação como estratégia de proteção individual e coletiva.
O período é utilizado por profissionais de saúde para ampliar a compreensão sobre conceitos relacionados à imunização e ao uso de medicamentos derivados de organismos vivos, com aplicação em diferentes áreas da medicina.
Entre os temas abordados está a distinção entre imunização e imunobiológicos, frequentemente tratados como sinônimos, mas com definições técnicas diferentes.
Imunização e imunobiológicos: conceitos e aplicações clínicas
O médico reumatologista Alexandre Ibrahim, da clínica Novaimuno, integrante do Grupo CITA, explica que imunização é o processo de proteção do organismo contra agentes infecciosos, podendo ocorrer de forma ativa, por meio de vacinas, ou passiva, com a administração de anticorpos prontos.
Já os imunobiológicos são produtos desenvolvidos a partir de organismos vivos ou seus derivados, incluindo vacinas, soros e medicamentos utilizados no tratamento de diversas doenças.
Segundo o especialista, essas substâncias passaram a ter papel relevante no tratamento de doenças autoimunes e inflamatórias, com foco na modulação da resposta imunológica.
Doenças autoimunes e atuação dos imunobiológicos
As chamadas doenças autoimunes ocorrem quando o sistema imunológico ataca estruturas saudáveis do próprio organismo. Entre elas estão artrite reumatoide, lúpus eritematoso sistêmico, psoríase e esclerose múltipla.
De acordo com Alexandre Ibrahim, os imunobiológicos atuam na regulação da resposta imunológica, reduzindo processos inflamatórios e contribuindo para o controle da progressão dessas doenças.
O uso desses medicamentos é associado a estratégias terapêuticas voltadas ao manejo de condições crônicas e de evolução prolongada.
Vacinação em pacientes com doenças autoimunes
Uma das principais dúvidas entre pacientes é a possibilidade de vacinação durante o tratamento de doenças autoimunes. Segundo o reumatologista, a vacinação pode ser realizada, mas requer avaliação médica individualizada.
A análise considera fatores como tipo de doença, tratamento em uso e tipo de imunizante aplicado. O objetivo é garantir segurança e eficácia no processo de imunização.
O especialista afirma que a vacinação contribui para a prevenção de infecções que podem agravar o quadro clínico de pacientes imunossuprimidos.
Estrutura de atendimento e terapias assistidas
A Novaimuno, em Salvador, mantém o Centro de Terapia Assistida Infusional em Imunobiológicos, voltado ao acompanhamento de doenças raras e autoimunes. A unidade realiza discussões de casos clínicos e acompanhamento multiprofissional.
O modelo de atendimento inclui terapias personalizadas e integração entre especialidades médicas, com foco em reumatologia, dermatologia, neurologia, gastroenterologia e alergologia.
A clínica integra o Grupo CITA (Centros Integrados de Terapia Assistida), que também atua em São Paulo e Salvador, com unidades voltadas ao tratamento de doenças raras e autoimunes.
Grupo CITA e atuação em saúde especializada
O Grupo CITA reúne clínicas especializadas em terapias assistidas e atendimento de alta complexidade. A estrutura conta com equipes multidisciplinares e processos voltados à prevenção, diagnóstico e tratamento.
Segundo a organização, o grupo mantém certificações e acreditações de qualidade em serviços de saúde, com atuação em diferentes especialidades médicas.
As unidades integram a rede formada pelas clínicas EV CITI, Novaimuno, IBIS e Cliagen, com foco em terapias relacionadas a doenças imunomediadas.


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