A Biblioteca Central do Estado da Bahia sediou, na quinta-feira (09/04/2026), o evento “Além das palavras: jornalistas que contam outras histórias”, reunindo Maíra Azevedo e Ricardo Ishmael para um debate sobre jornalismo, literatura e novas formas de narrativa. A atividade integrou as celebrações do Dia do Jornalista e contou com participação do público em Salvador.
O encontro foi promovido com apoio do Governo do Estado da Bahia, por meio das secretarias de Turismo e de Cultura, via Fundação Pedro Calmon. A iniciativa abordou os desafios do jornalismo contemporâneo e as possibilidades de atuação fora dos formatos tradicionais, destacando mudanças no consumo de informação e na produção de conteúdo.
Com mediação da jornalista Val Benvindo, a mesa reuniu relatos profissionais e reflexões sobre o cenário atual da comunicação. Os participantes discutiram a adaptação do jornalismo às transformações tecnológicas e sociais, além da ampliação do papel do público na construção das narrativas.
Transformações no jornalismo e impacto das novas mídias
Durante o debate, Ricardo Ishmael destacou que o setor vive um período de transição impulsionado pelas tecnologias digitais. Segundo o jornalista, o público deixou de ser apenas receptor e passou a atuar também como produtor de conteúdo, influenciando diretamente os formatos e a circulação das informações.
O profissional ressaltou que o jornalismo enfrenta a necessidade de adaptação diante de novas plataformas e hábitos de consumo. A presença das redes sociais foi apontada como um dos fatores que ampliam a participação do público, exigindo mudanças na forma de produzir e distribuir notícias.
A discussão também abordou a democratização do acesso à informação e os desafios relacionados à credibilidade e à verificação de conteúdos no ambiente digital.
Narrativas, memória e construção de histórias
Maíra Azevedo apresentou reflexões sobre o papel das narrativas no jornalismo e na literatura. A jornalista destacou a importância de ampliar o olhar sobre histórias pouco visibilizadas, utilizando a comunicação como ferramenta para dar voz a diferentes experiências.
Ao compartilhar aspectos de sua trajetória, ela ressaltou a influência da leitura em sua formação. A construção de narrativas foi apontada como elemento central para transformar vivências em conteúdo jornalístico, ampliando a compreensão da realidade social.
O debate também evidenciou a relação entre memória, identidade e comunicação, reforçando a importância de diferentes linguagens na construção de histórias.
Políticas culturais e valorização da leitura
Na abertura do evento, o diretor-geral da Fundação Pedro Calmon, Sandro Magalhães, destacou o papel da iniciativa no fortalecimento das políticas públicas culturais. A valorização do livro, da leitura e da cadeia produtiva editorial foi apontada como eixo estratégico das ações culturais no estado.
O gestor ressaltou que espaços como a Biblioteca Central promovem atividades que ampliam o acesso à cultura e incentivam a participação da sociedade. A realização de eventos como o debate integra uma agenda voltada à democratização do conhecimento e à promoção de diferentes expressões culturais.
A programação foi encerrada com apresentação musical da artista Jann Souza, ampliando a proposta do evento ao integrar linguagem artística e debate sobre comunicação.
Integração entre jornalismo e novas linguagens
O encontro destacou o jornalismo como um campo em transformação, com expansão para além das redações tradicionais. A integração entre jornalismo, literatura e outras linguagens foi apresentada como estratégia para diversificar formatos e ampliar o alcance das narrativas.
A participação do público e a troca de experiências entre os convidados reforçaram a relevância do debate para profissionais e interessados na área. O evento evidenciou a necessidade de inovação e adaptação diante das mudanças no cenário comunicacional.
A iniciativa consolidou-se como espaço de reflexão sobre os rumos da comunicação e o papel do jornalista na sociedade contemporânea.


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