O cantor e compositor Del Feliz representou a Bahia na entrega do dossiê de candidatura do Forró de Raiz como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade à UNESCO. A agenda ocorreu na quarta-feira (18/03/2026), no Teatro Santa Roza, reunindo representantes dos nove estados do Nordeste e integrantes do movimento cultural.
A entrega do documento marca uma etapa do processo, que segue agora para análise internacional. A candidatura busca o reconhecimento do forró como expressão cultural de relevância global.
Durante o evento, Del Feliz destacou o caráter coletivo da iniciativa e a expectativa pelo resultado do processo conduzido junto ao organismo internacional.
Mobilização nacional e participação da Bahia
A articulação em torno da candidatura envolve representantes dos nove estados nordestinos, além de estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Goiás e Distrito Federal. A mobilização reúne governos, fóruns culturais e artistas.
A Bahia participou com representantes do Fórum Forró de Raiz Bahia, incluindo Creusa Rosa Machado e Marizete Nascimento, também presidente da Associação Asa Branca dos Forrozeiros da Bahia.
A presença de diferentes agentes culturais reforça o caráter coletivo da proposta e a abrangência nacional do movimento.
Atuação de Del Feliz na candidatura
Del Feliz teve participação direta em etapas do processo, atuando como padrinho cultural do Brasil no registro do forró como Patrimônio Imaterial nacional e contribuindo com articulações e mobilização artística.
O artista é autor da música-tema da candidatura, “Eu Sou o São João”, interpretada por nomes como Elba Ramalho, Flávio José, Santanna, Alcymar Monteiro e Tato.
A atuação do cantor inclui ainda participação em ações institucionais e eventos de promoção do gênero musical.
Difusão internacional do forró
Com trajetória internacional, Del Feliz já apresentou o forró em mais de 50 países, incluindo França, Estados Unidos, Inglaterra, Portugal, Japão, Canadá e México.
A circulação internacional contribui para a ampliação da presença do gênero em diferentes continentes, fortalecendo sua visibilidade fora do Brasil.
O histórico de apresentações no exterior é apontado como parte da estratégia de reconhecimento global do forró.
Tramitação do dossiê na Unesco
O dossiê reúne documentação técnica e histórica que fundamenta o pedido de reconhecimento junto à UNESCO. O material será encaminhado pelo governo brasileiro para análise.
O processo pode levar até dois anos, período em que a candidatura será avaliada por comissões especializadas.
Em 2024, o artista participou de agenda na sede da organização, em Paris, com integrantes da comitiva brasileira, em reuniões institucionais sobre patrimônio imaterial.


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