Governo da Bahia apresenta programa Elas à Frente em conferência da ONU em Nova Iorque e destaca políticas públicas para mulheres

O Programa Elas à Frente, iniciativa do Governo da Bahia, foi apresentado quinta-feira (12/03/2026) durante a 70ª Sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher (CSW70) da Organização das Nações Unidas, realizada em Nova Iorque, nos Estados Unidos. A iniciativa é coordenada pela Secretaria das Mulheres do Estado da Bahia e prevê integração de políticas públicas para mulheres em diferentes áreas da administração estadual.

O programa propõe a articulação de ações envolvendo secretarias estaduais de Saúde, Educação, Assistência Social, Direitos Humanos, Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, com o objetivo de ampliar a implementação de políticas voltadas às mulheres em diferentes áreas de atuação do Estado.

A apresentação ocorreu durante o Fórum Global-Regional sobre Justiça dos Cuidados: Políticas territoriais para o acesso à justiça de mulheres e meninas, realizado dentro da programação da conferência internacional.

Fórum internacional debate políticas de cuidado e acesso à justiça

A atividade foi organizada pela Câmara Temática de Mulheres do Consórcio Nordeste, representada pela Secretaria das Mulheres e da Diversidade Humana da Paraíba, em colaboração com a Global HER – Instituto de Impacto e Cuidados para a América Latina e o Caribe.

Durante o encontro, foram apresentados diagnósticos, experiências e propostas voltadas à construção de sistemas de cuidado integrados, com foco no acesso à justiça para mulheres e meninas.

A iniciativa buscou discutir estratégias de governança territorial e cooperação entre governos regionais, voltadas à implementação e replicação de políticas públicas relacionadas ao direito ao cuidado.

Entre os temas abordados estiveram barreiras estruturais que dificultam o acesso à justiça e à proteção social, além de mecanismos institucionais para ampliar políticas públicas voltadas às mulheres.

Representação da Bahia destaca integração de políticas públicas

A apresentação do programa baiano foi realizada pela coordenadora-executiva de Articulação Institucional e Ações Temáticas da Secretaria das Mulheres da Bahia, Lourivania Soares, que representou a secretária estadual Neusa Cadore na agenda internacional.

Durante sua participação, a representante destacou que o Programa Elas à Frente busca promover convergência entre programas estaduais e a Política de Cuidados, estruturando ações integradas entre diferentes áreas da administração pública.

Segundo ela, o programa está incluído no Plano Plurianual (PPA 2024–2027) do governo estadual, instrumento que orienta a execução de políticas públicas e planejamento orçamentário.

A inclusão no PPA reforça a diretriz de priorização de políticas públicas voltadas às mulheres no âmbito da gestão estadual, com foco na ampliação de direitos e serviços.

Política de cuidados integra estratégias do programa

Durante a apresentação, foi destacado que o estado da Bahia organiza suas políticas públicas a partir dos 27 Territórios de Identidade, modelo de gestão territorial adotado pelo governo estadual.

Esse formato considera aspectos sociais, culturais e ambientais de diferentes regiões do estado, buscando orientar a implementação de políticas públicas de acordo com as características locais.

Entre as ações relacionadas à política de cuidados, foi citado o Projeto Cuidar de Quem Cuida, que oferece serviços gratuitos de cuidado e bem-estar para trabalhadoras que atuam em eventos e atividades informais.

O projeto atende catadoras de materiais recicláveis, cordeiras e ambulantes, especialmente durante eventos como o Carnaval da Bahia e feiras de empreendedorismo realizadas em municípios do interior.

Debate internacional aborda reconhecimento do trabalho de cuidado

Durante a participação no evento, Lourivania Soares destacou a necessidade de ampliar o reconhecimento social e institucional do trabalho de cuidado.

Segundo a representante, essas atividades são frequentemente desempenhadas por mulheres, muitas vezes sem reconhecimento formal ou proteção social adequada.

No Brasil, esse cenário envolve principalmente mulheres negras que atuam em atividades de cuidado remuneradas e não remuneradas, segundo dados apresentados durante o debate.

A discussão também abordou a importância da criação de sistemas integrados de cuidado, capazes de articular políticas sociais, acesso à justiça e proteção de direitos.


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