A instalação-performática de dança “FLORESTA”, criada pelo artista Thiago Cohen, realiza temporada no Teatro Gregório de Mattos, em Salvador, entre 14 e 22 de março de 2026. A obra integra o projeto [RE]FLORESTA e contará com seis apresentações, realizadas aos sábados e domingos, com sessões acessíveis ao público.
As apresentações ocorrerão aos sábados às 16h (sessão com audiodescrição) e às 19h, além de aos domingos às 18h, com tradução em Libras em todas as sessões
A proposta da obra combina dança contemporânea, instalação artística e pesquisa sobre relações entre corpo, natureza e coletividade, desenvolvida a partir de residência artística que reuniu intérpretes convidados.
Instalação performática propõe diálogo entre corpo e natureza
A criação de “FLORESTA” parte da ideia de “devir-árvore”, conceito que orienta a construção coreográfica ao compreender o corpo como extensão simbólica de elementos naturais, como raízes, galhos e folhas.
O processo criativo foi desenvolvido durante a residência artística [RE]FLORESTA, que reúne artistas em uma investigação sobre movimento, ancestralidade e relação com o meio ambiente.
O trabalho dialoga com pensamentos de intelectuais como Ailton Krenak e Leda Maria Martins, abordando temas como circularidade do tempo, coletividade e memória ancestral.
Cenografia transforma palco em ambiente sensorial
A encenação é construída como dança-instalação, em que o espaço cênico funciona como um ambiente sensorial que antecede o início da performance.
Elementos naturais, como folhas secas, galhos e materiais orgânicos, são incorporados à cenografia, criando um território visual e tátil que dialoga com a temática da obra.
Parte desses materiais é proveniente de resíduos de podas urbanas, reutilizados para compor o cenário e estabelecer relação entre arte, natureza e reutilização de recursos.
Estrutura coreográfica reúne diferentes estações de movimento
A performance é estruturada em estações coreográficas, que exploram ações corporais relacionadas à respiração, deslocamentos circulares e interações com os elementos naturais presentes no espaço.
Em determinados momentos, intérpretes equilibram galhos enquanto percorrem o palco em movimentos lentos e circulares, criando composições visuais associadas ao conceito de transformação corporal.
Outras sequências utilizam folhas de palmeira espalhadas no chão, formando trajetórias que dialogam com movimentos espirais e com a ocupação coletiva do espaço cênico.
Projeto integra reflexão sobre arte e questões ambientais
A proposta artística de “FLORESTA” também estabelece diálogo com debates contemporâneos sobre crise climática e preservação ambiental.
A obra apresenta a arte como campo de reflexão e construção de novos imaginários relacionados à relação entre sociedade e natureza.
O projeto já foi apresentado em cidades como São Paulo, Jacobina, Senhor do Bonfim, Uberlândia, São Mateus e Assunção, ampliando a circulação da pesquisa artística desenvolvida por Thiago Cohen.
Projeto inclui encontro formativo na Escola de Dança da UFBA
Como parte das atividades do projeto, foi realizado o encontro “Diálogos da Floresta” na segunda-feira (10/03/2026), na Escola de Dança da Universidade Federal da Bahia, vinculada à Universidade Federal da Bahia.
A atividade ocorreu em duas sessões, às 10h e 18h30, com interpretação em Libras, integrando a programação de acolhimento acadêmico da instituição.
Participaram do encontro pesquisadores e artistas que investigam relações entre dança, ancestralidade, cultura afro-indígena e meio ambiente, incluindo Edu O., Marilza Oliveira, Zulmí Nascimento e Daniela Botero Marulanda.
Projeto conta com financiamento da Política Nacional Aldir Blanc
O projeto foi contemplado em editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), com apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia.
O financiamento integra ações de incentivo à produção cultural viabilizadas pelo Ministério da Cultura, no âmbito das políticas públicas voltadas ao setor artístico.
A iniciativa reúne produção artística, ações formativas e circulação cultural, ampliando o acesso do público a projetos de dança contemporânea.


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