Bahia cria 6,1 mil empregos formais em janeiro de 2026 e Salvador lidera geração de vagas, aponta Novo Caged

A Bahia registrou a criação de 6.124 novos empregos com carteira assinada em janeiro, segundo dados do Novo Caged divulgados na terça-feira (03/03/2026) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado representa o saldo entre admissões e desligamentos no primeiro mês do ano e mantém o estado com desempenho positivo no mercado formal de trabalho.

Entre os principais setores da economia, quatro dos cinco grupos de atividades apresentaram saldo positivo no período. O setor de Serviços liderou a geração de vagas, seguido pelos segmentos de Construção, Indústria e Agropecuária.

Apenas o Comércio registrou desempenho negativo, refletindo a redução típica de contratações após o período de festas de fim de ano.

Setores que mais geraram empregos na Bahia

O setor de Serviços foi responsável pela maior parte das contratações formais, com 4.324 novos postos de trabalho no estado. Em seguida aparecem Construção, com 2.722 vagas, Indústria, com 1.022, e Agropecuária, com 980 novos empregos.

O Comércio apresentou saldo negativo de 2.924 vagas, resultado associado ao encerramento de contratos temporários realizados no período de maior movimentação comercial no fim do ano.

Mesmo com a retração no comércio, o desempenho dos demais setores garantiu saldo positivo na geração de empregos formais no estado.

Salvador lidera criação de vagas

Entre os municípios baianos, Salvador foi o que mais gerou empregos formais em janeiro, com aproximadamente 3,1 mil novas vagas. A capital baiana possui atualmente estoque de cerca de 700 mil vínculos formais de trabalho.

Outros municípios também apresentaram crescimento na geração de empregos com carteira assinada. Os destaques foram Ourolândia (823 vagas), Ribeira do Amparo (561), Luís Eduardo Magalhães (383) e São Desidério (309).

Os dados indicam concentração da geração de empregos em municípios com atividades ligadas ao setor de serviços, construção e agronegócio.

Perfil dos trabalhadores contratados

De acordo com o levantamento, a maioria das vagas foi ocupada por homens, que preencheram aproximadamente 4,3 mil postos, enquanto as mulheres ocuparam cerca de 1,7 mil vagas no estado.

No recorte por escolaridade, trabalhadores com ensino médio completo foram os principais beneficiados, respondendo por 4,8 mil contratações.

A análise por faixa etária mostra que jovens entre 18 e 24 anos registraram o maior saldo de vagas, com 3,8 mil novos empregos formais.

Resultado nacional do mercado de trabalho

No cenário nacional, o Brasil registrou 112.334 novos empregos formais em janeiro de 2026, resultado de 2.208.030 admissões e 2.095.696 desligamentos.

No acumulado de 12 meses, entre fevereiro de 2025 e janeiro de 2026, o país gerou mais de 1,22 milhão de postos de trabalho com carteira assinada.

Com isso, o estoque total de vínculos formais aumentou 2,6%, passando de 47,34 milhões para 48,57 milhões de trabalhadores registrados.

Desempenho por estados e regiões

Em janeiro, 18 das 27 unidades da Federação apresentaram saldo positivo de empregos formais. Os estados com maior geração de vagas foram Santa Catarina (19 mil), Mato Grosso (18.731), Rio Grande do Sul (18.421) e Paraná (18.306).

Entre as regiões, o Sul liderou a criação de empregos, com 55,7 mil novas vagas, seguido pelo Centro-Oeste (35,4 mil) e Sudeste (13,3 mil).

A região Nordeste registrou saldo positivo de 6,1 mil empregos, enquanto a região Norte contabilizou 1,7 mil novos postos formais.

Setores que impulsionaram o emprego no país

No Brasil, quatro dos cinco grandes setores econômicos tiveram saldo positivo em janeiro. A Indústria liderou a geração de empregos, com 54.991 vagas, seguida pela Construção (50.545).

Também registraram crescimento os setores de Serviços (40.525) e Agropecuária (23.073).

O Comércio apresentou saldo negativo de 56.800 vagas, influenciado pela sazonalidade do período pós-festas, quando ocorre redução de contratos temporários.

Perfil dos trabalhadores no país

No recorte populacional nacional, os homens ocuparam a maior parte das vagas formais, com 94,53 mil postos, enquanto as mulheres preencheram 17,79 mil vagas.

Entre as faixas etárias, jovens de até 24 anos concentraram praticamente todo o saldo positivo, com 111,8 mil vagas.

Quanto ao nível de escolaridade, trabalhadores com ensino médio completo lideraram as contratações, com 69,61 mil vagas, seguidos por pessoas com ensino médio incompleto (12,76 mil).

Salário médio de admissão

O salário médio real de admissão no Brasil em janeiro foi de R$ 2.389,78, representando aumento de R$ 77,02 (3,3%) em relação a dezembro de 2025, quando a média era de R$ 2.312,76.

Na comparação com janeiro de 2025, o crescimento foi de R$ 41,58, equivalente a 1,77% de aumento.

Esse indicador acompanha a evolução das contratações formais e a dinâmica do mercado de trabalho no país.


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