Vereadora Marta Rodrigues celebra condenação dos mandantes do assassinato de Marielle Franco

Na última quarta-feira (25/02/2026), a vereadora Marta Rodrigues (PT) afirmou que a condenação de Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro, e Chiquinho Brazão, ex-deputado federal, apontados como mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco, representa um avanço na responsabilização de crimes políticos e feminicídios, mas não encerra a necessidade de elucidação de todos os detalhes do caso.

Segundo Marta, a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) é um marco na luta contra a impunidade, reforçando a cobrança por esclarecimentos completos sobre a trama que envolveu agentes políticos e criminosos. A parlamentar ressaltou que a sociedade brasileira tem o direito de conhecer todos os aspectos do crime.

A vereadora afirmou que a condenação evidencia que crimes contra mulheres em posições de poder não podem ficar sem punição, destacando que a resposta institucional foi possível graças à pressão contínua da sociedade civil. Ela reforçou que a Justiça precisa ir além do veredito, identificando todos os responsáveis e agentes envolvidos.

Cobrança por esclarecimento integral

Marta Rodrigues destacou a importância de esclarecer cada pormenor do caso, incluindo financiadores, articuladores e agentes de Estado que possam ter obstruído as investigações. Para a parlamentar, a punição completa é essencial para consolidar a responsabilidade institucional e o fortalecimento da democracia.

A vereadora também apontou que a demora de oito anos para a condenação evidencia a complexidade da trama, que envolveu a cúpula da Polícia Civil, políticos e rede de matadores de aluguel ligados ao crime organizado. Segundo Marta, o caso deve servir de referência para outros processos de feminicídio e violência política, reforçando que a punição precisa ser regra, não exceção.

Ela ainda ressaltou que Marielle Franco foi assassinada por enfrentar estruturas de poder historicamente negadas às mulheres negras e periféricas, e que seu legado permanece como referência para a luta por justiça, igualdade e respeito à vida.

Histórico do caso

O assassinato de Marielle Franco ocorreu em 14/03/2018, no Rio de Janeiro, gerando repercussão nacional e internacional devido à dimensão política do crime. Marielle e o motorista Anderson Gomes foram mortos a tiros após saírem de um evento no centro da cidade.

Após anos de investigação, o STF condenou os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão, apontados como mandantes. Os executores do crime, Ronnie Lessa, policial militar reformado, e Élcio Queiroz, ex-PM, já haviam sido condenados anteriormente pela execução direta. A responsabilização dos mandantes representa um dos desfechos mais emblemáticos no enfrentamento à violência política no Brasil.

O caso evidencia a necessidade de investigações contínuas, transparência e responsabilização integral para crimes de grande impacto político, reafirmando o papel do sistema judicial e da sociedade civil na proteção de direitos e fortalecimento democrático.


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