Arquidiocese de Salvador inicia Ano Jubilar e celebra 475 anos da primeira diocese do Brasil com missas, procissão e atos históricos

A Arquidiocese de São Salvador da Bahia iniciou, em 22 de fevereiro de 2026, o Ano Jubilar Arquidiocesano, que celebra 475 anos da criação da primeira diocese do país e 350 anos de elevação à Arquidiocese Primacial do Brasil. A programação de abertura reuniu fiéis, religiosos, diáconos, sacerdotes e autoridades eclesiásticas em celebrações litúrgicas e atos de memória histórica no centro de Salvador.

A concentração ocorreu em frente à Igreja Nossa Senhora da Ajuda, reconhecida como a primeira catedral do país. No local, os participantes rezaram o terço e iniciaram procissão até a Catedral Basílica do Santíssimo Salvador, onde foi celebrada a missa solene de abertura.

A celebração foi presidida pelo arcebispo primaz do Brasil, Sergio da Rocha, com concelebração de bispos auxiliares, sacerdotes do clero local e representantes de dioceses da região.

Marcos históricos e significado do jubileu

Durante o trajeto da procissão, foram recordados pontos históricos ligados à presença da Igreja Católica na capital baiana, incluindo o antigo local da Sé Primacial, hoje marcado pelo monumento Cruz Caída, e o Palácio Arquiepiscopal. A atividade integrou explicações sobre a formação institucional da Igreja no Brasil desde o século XVI.

Na catedral, o comentário inicial destacou a trajetória institucional da Arquidiocese ao longo de quase cinco séculos, com referência à formação de vocações, ações educacionais, assistência social e expansão missionária. Também foi mencionada a canonização de Dulce dos Pobres, reconhecida como a primeira santa nascida no Brasil.

A missa incluiu ritos simbólicos que reforçam a continuidade histórica da instituição, com leitura de documentos e recordação das etapas que consolidaram a estrutura arquidiocesana no país.

Símbolos e documentos apresentados

Após a incensação do altar, representantes de paróquias históricas conduziram símbolos jubilares, entre eles a Bula de criação da Diocese (1549), a Bula de elevação à Arquidiocese (1676), as primeiras Constituições do Arcebispado da Bahia (1707) e a Vela Jubilar, elementos que remetem à organização administrativa e religiosa ao longo do tempo.

Segundo Dom Sergio, o jubileu constitui tempo de ação de graças, memória institucional e renovação do compromisso evangelizador. O arcebispo afirmou que a história da Igreja em Salvador se confunde com a própria formação do catolicismo no território brasileiro, já que a arquidiocese originou diversas dioceses criadas posteriormente.

Ele ressaltou ainda que a comemoração ultrapassa o caráter histórico e busca estimular participação pastoral, ampliação de ações sociais e fortalecimento da presença comunitária nas paróquias.

Programação e participação do laicato

O ofertório contou com a participação de irmandades religiosas tradicionais, responsáveis por conduzir pão e vinho ao altar, simbolizando o protagonismo do laicato nas atividades eclesiais. Foram citadas devoções históricas, como Senhor do Bonfim, Santíssimo Sacramento e Nossa Senhora da Conceição da Praia.

Sacerdotes e coordenadores do jubileu informaram que o calendário anual incluirá missas temáticas, peregrinações, eventos formativos e ações pastorais, distribuídos ao longo de 12 meses. A proposta é envolver paróquias, movimentos e comunidades da capital e do interior do estado.

A organização destacou que o período jubilar busca integrar celebração religiosa, preservação do patrimônio histórico e fortalecimento das atividades sociais ligadas à Igreja, com foco na continuidade das ações de evangelização.


Tags


Deixe um comentário


Discover more from News Veritas Brasil (NV)

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading