Com apoio da Prefeitura de Salvador, o projeto EP Cabaça Sonora lança sexta-feira (27/02/2026) o resultado de sua segunda edição, com canções inéditas disponibilizadas em plataformas de streaming. A iniciativa reúne cinco artistas do Centro Antigo de Salvador e inclui ainda uma faixa desenvolvida de forma coletiva, produzida após ciclos de formação musical e audiovisual.
O trabalho foi contemplado pelo edital Territórios Criativos – Ano II, promovido pela Fundação Gregório de Mattos (FGM), órgão vinculado à Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Salvador (Secult). O programa destina recursos a projetos culturais em diferentes linguagens artísticas.
A proposta integra ações de fomento à produção fonográfica independente, priorizando artistas com atuação territorial e experiências autorais.
Edital e política de incentivo cultural
O edital Territórios Criativos seleciona projetos nas áreas de música, teatro, dança, audiovisual e literatura, contemplando propostas distribuídas pelas regiões administrativas da capital baiana. Podem participar pessoas físicas, microempreendedores individuais e pessoas jurídicas com atuação comprovada no setor cultural.
Segundo a organização, o objetivo é descentralizar investimentos e ampliar o acesso a oportunidades de produção e circulação cultural. O EP Cabaça Sonora está entre as iniciativas escolhidas nesta segunda edição.
O financiamento possibilitou a realização de processos formativos, gravações profissionais, produção musical e conteúdos audiovisuais, etapas que antecedem o lançamento digital das faixas.
Formação artística e repertório
Participam desta edição Ejigbo Oni, Iná Tupinambá, Jade Lu, Paulinho do Reco e Victor Badaró, com composições que dialogam com samba, reggae, arrocha e outras matrizes rítmicas brasileiras. As músicas foram desenvolvidas ao longo de seis meses de atividades.
O cronograma incluiu quatro ciclos formativos, com laboratório coletivo, imersões individuais, preparação vocal, produção musical e audiovisual. A proposta é oferecer estrutura técnica para gravação e planejamento estratégico de lançamento.
A idealização, curadoria e direção de produção são de Camila Brito, que afirma que o projeto busca garantir acesso a estúdio, qualificação técnica e inserção no mercado musical para artistas negros e indígenas, além de estruturar a iniciativa para ocorrer anualmente.
Produção e distribuição digital
O EP é vinculado ao selo Cabaça Sonora e à Coliga Produções, com foco no fortalecimento da produção musical baiana e na construção de trajetórias profissionais para artistas emergentes.
A produção musical é assinada por Felipe Guedes, enquanto a mixagem e masterização ficam a cargo de Jordi Amorim, com gravação de vozes por Richard Meyer. Cada faixa contará com conteúdo audiovisual complementar, publicado no canal oficial do projeto.
Com distribuição nas plataformas digitais, a estratégia prevê ampliação do alcance do público e geração de visibilidade para os artistas participantes, integrando música e vídeo como parte do lançamento.


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