Pipoca do Olodum reúne multidão no Circuito Osmar e leva tambores às ruas no Carnaval de Salvador 2026

A pipoca do Olodum arrastou grande público no Campo Grande, em Salvador, durante a programação do Carnaval 2026, com desfile aberto e participação direta dos foliões. A apresentação priorizou percussão, repertório histórico e interação popular, sem cordas ou áreas de isolamento.

Antes da entrada no circuito, a concentração reuniu integrantes e público com execuções de músicas do catálogo do grupo, cantadas em coro. O cortejo contou com os vocais de Lucas Di Fiori e Nacizinho, além da participação do cantor Tonho Matéria, integrando o trio elétrico.

Durante o percurso, a bateria principal conduziu o ritmo no trio, enquanto outra ala de percussionistas seguiu no chão, reforçando a identidade sonora do bloco. O desfile também utilizou carro de apoio com participações de Negra Jhow e da dançarina Dora Lopes.

Repertório e interação com o público

Ao acessar o trecho central do circuito, o grupo executou canções associadas à trajetória do Olodum, incluindo “Só Saio Dessa Zorra Quando o Olodum Passar”, “Se Tem Olodum Tem Festa na Bahia” e “Raça Negra, Negra Raça é o Olodum Que Passa”. As músicas foram acompanhadas por foliões ao longo do trajeto.

O formato de pipoca, caracterizado pela ausência de cordas, ampliou a circulação de pessoas próximas ao trio e favoreceu a participação coletiva. A organização manteve deslocamento contínuo, com apoio logístico para segurança e fluidez do cortejo.

Um dos momentos registrados ocorreu no camarote acessível, quando os cantores dividiram o microfone com Manoela Dourado durante a interpretação de “Várias Queixas”, integrando o público à apresentação.

Estrutura, identidade cultural e apoios

O desfile foi conduzido essencialmente por tambores, vozes e elementos visuais, mantendo o modelo tradicional do bloco afro. A proposta priorizou a ocupação do espaço público com apresentações musicais itinerantes.

O Bloco Olodum – Carnaval 2026 contou com apoio da Prefeitura de Salvador, do Governo do Estado da Bahia, por meio do Programa Ouro Negro, além de patrocínios privados.

Com trajetória associada à cultura afro-brasileira e à música percussiva, o grupo manteve a programação no circuito oficial, integrando a agenda de apresentações do Carnaval na capital baiana.


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