Mulheres ampliam presença em ciência, tecnologia e inovação na Suzano

Na terça-feira (11/02/2026), data que marca o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, a Suzano, produtora de celulose e bioprodutos de eucalipto, divulgou ações voltadas à ampliação da participação feminina em ciência, tecnologia e inovação nas operações florestais e industriais. A empresa apresentou exemplos de profissionais que atuam em coordenação técnica, pesquisa aplicada e controle de processos produtivos.

A iniciativa integra políticas internas de diversidade e formação de equipes técnicas, com presença de mulheres em atividades estratégicas ligadas a experimentação florestal, análises laboratoriais, manejo sustentável e biocontrole de pragas.

Os dados divulgados destacam a atuação em unidades na Bahia e no Espírito Santo, com participação feminina em funções de liderança, laboratório e campo.

Atuação feminina na pesquisa florestal

Entre as profissionais citadas está Elayne Galvão, 33 anos, responsável pela Coordenação de Experimentação Florestal (CEF) nas unidades de Mucuri (BA) e Aracruz (ES). Ela coordena testes, ensaios e experimentos voltados ao manejo, proteção florestal, fertilidade do solo e melhoramento genético.

A função envolve a implantação de experimentos, análise de resultados e consolidação de dados técnicos utilizados no planejamento operacional. Segundo a profissional, as informações coletadas subsidiam decisões sobre adubação, escolha de materiais genéticos e estratégias de controle de pragas.

O time coordenado por Elayne conta com presença majoritária de mulheres, além de um corpo técnico terceirizado com cerca de 50% de participação feminina.

Laboratórios, biocontrole e campo experimental

Nas operações laboratoriais, a empresa destaca a atuação do Laboratório de Solos em Aracruz, responsável por análises de amostras das unidades da Suzano no Brasil. As atividades incluem exames químicos para monitoramento de fertilidade e nutrição florestal.

Na frente de biocontrole, equipes produzem insetos utilizados como agentes naturais no combate a pragas, reduzindo a necessidade de métodos químicos. O processo é conduzido por profissionais especializadas, com suporte técnico contínuo.

No campo experimental e nos viveiros, mulheres exercem funções de liderança e acompanhamento de testes agronômicos, assegurando o controle de qualidade das etapas de produção.

Carreira técnica na indústria e formação profissional

Na área industrial, a engenheira química Ana Lara Rodrigues, 25 anos, atua como analista de laboratório na fábrica de Mucuri. As atividades envolvem análises físico-químicas para controle do processo produtivo e verificação da qualidade do produto final.

Os resultados laboratoriais permitem identificar desvios operacionais e reduzir perdas, contribuindo para a estabilidade da produção. Ana ingressou na empresa como estagiária em 2018 e foi contratada como analista no ano seguinte.

Segundo a companhia, a política de diversidade busca estimular a entrada de mulheres em carreiras científicas e técnicas, ampliando a representatividade em ambientes industriais.

Estratégia corporativa de diversidade

De acordo com a gestão regional de silvicultura, a valorização da diversidade integra a estratégia corporativa da Suzano, com ações de formação, capacitação e incentivo à liderança feminina. A empresa aponta que a ampliação da presença de mulheres em áreas técnicas contribui para diferentes abordagens de resolução de problemas.

A companhia afirma que mantém programas de desenvolvimento profissional voltados à inclusão e à equidade de oportunidades, com foco em áreas tradicionalmente ocupadas por homens.

A divulgação das trajetórias profissionais integra o calendário institucional do Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência.


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