Salvador recebe, na quarta-feira (04/02/2026), a roda de samba “Samba Nosso de Cada Dia”, na Casa da Mãe, reunindo os músicos Tião Carvalho e Pedrão Abib. Amigos há mais de trinta anos, os artistas unem trajetórias ligadas ao samba, capoeira e manifestações culturais brasileiras, promovendo um reencontro que destaca ancestralidade, tradição e a preservação do samba no cotidiano da cidade.
O evento contará com a participação do Samba da Democracia, coletivo formado por músicos referência no samba soteropolitano. O encontro propõe um repertório que combina samba tradicional, composições autorais de Tião e Pedrão e arranjos que conectam diferentes gerações da música popular brasileira.
A formação da roda inclui Pedrão Abib (violão 6 cordas), Tião Carvalho (percussão), Dudu Reis (cavaquinho), Natan Drubi (violão 7 cordas), Leto Oliveira (percussão) e Leandro Tigrão (flauta), garantindo a sonoridade completa e diversificada característica do samba de Salvador.
Trajetórias de Tião Carvalho e Pedrão Abib
Tião Carvalho, maranhense de Cururupu e radicado em São Paulo desde os anos 1980, atua como cantor, compositor, percussionista, capoeirista, dançarino e brincante. Com dois álbuns autorais — Quando Dorme Alcântara (2001) e Tião Canta João (2006) —, integra grupos como Mexe com Tudo e Mafuá, além de dirigir o Grupo Cupuaçu, dedicado às danças populares brasileiras. Suas composições já foram gravadas por artistas como Cássia Eller e Elza Soares.
Pedrão Abib, paulista de Mogi das Cruzes e radicado em Salvador desde os anos 1990, é sambista, compositor, capoeirista, professor da UFBA e cineasta. Com cinco álbuns autorais — Samba de Botequim (2009), Samba de Botequim Vol. 2 (2013), Festa no Botequim (2015), Canto a Meu Povo (2016) e Reviravolta (2020) —, fundou o Grupo Botequim e lidera atualmente o Samba da Democracia, consolidando atuação contínua na cena musical de Salvador.
Roda de samba e repertório
O repertório do encontro percorre samba tradicional brasileiro de diferentes épocas, mesclando composições autorais de Tião Carvalho e Pedrão Abib, com arranjos que valorizam memória cultural, resistência e celebração. A roda propõe participação ativa do público, que é convidado a cantar, bater palmas e interagir com os músicos, reafirmando o samba como patrimônio vivo da cultura popular.
O evento reforça a preservação de tradições culturais brasileiras, incentivando o diálogo entre gerações de músicos e público, além de destacar a importância de mantê-las ativas em espaços urbanos como a Casa da Mãe, no Rio Vermelho.


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