A secretária estadual de Educação da Bahia, Rowenna Brito, afirmou que a rede pública estadual atenderá mais de 532 mil estudantes em 2026 e destacou investimentos superiores a R$ 11 bilhões na modernização e padronização de escolas. As declarações foram feitas durante entrevista concedida ao programa CBN Educa+, na quarta-feira (28/01/2026), quando apresentou balanço de obras, contratações e ações pedagógicas previstas para o ano letivo.
Segundo a gestora, o planejamento inclui entrega de novas unidades, ampliação do ensino integral e reforço no quadro de profissionais, além de políticas voltadas à permanência estudantil e à melhoria da infraestrutura.
Durante a participação, Rowenna também respondeu a dúvidas sobre matrículas, convocações de professores e projetos de conscientização social nas escolas, abordando desafios operacionais e metas administrativas da pasta.
Modernização da rede e expansão do ensino
De acordo com a Secretaria da Educação, 620 colégios já foram entregues após obras de construção, reforma ou ampliação, sendo quatro unidades concluídas no período de férias escolares.
Os investimentos, que somam mais de R$ 11 bilhões, contemplam padronização estrutural, requalificação de prédios, melhoria de laboratórios, refeitórios, quadras esportivas e espaços pedagógicos, com foco na adequação das escolas à demanda crescente de estudantes.
A secretária informou ainda que o ensino em tempo integral continuará em expansão, com a proposta de ampliar a oferta de atividades acadêmicas e complementares ao longo da jornada escolar.
Matrículas e convocação de profissionais
Sobre o processo de matrícula, Rowenna orientou que estudantes que perderam o prazo devem procurar diretamente a unidade escolar de interesse para verificar disponibilidade de vagas.
Para atender ao aumento no número de alunos, a Secretaria convocou mais de 900 aprovados no último concurso em Regime Especial de Direito Administrativo (REDA), com possibilidade de novas chamadas conforme a necessidade da rede.
A gestora declarou que a prioridade é aproveitar os candidatos já aprovados, evitando custos adicionais com novos certames e assegurando rapidez na reposição de professores.
Conscientização e políticas educacionais
Entre as ações pedagógicas previstas para 2026, a pasta pretende intensificar o debate sobre violência contra a mulher no ambiente escolar, integrando o tema aos projetos curriculares e à formação de docentes.
A proposta envolve atividades educativas, campanhas de sensibilização e articulação com a Secretaria de Políticas para as Mulheres, com o objetivo de promover prevenção e informação entre os estudantes.
Segundo Rowenna, a escola é um espaço de formação cidadã e pode contribuir para redução de desigualdades e enfrentamento de situações de violência por meio do diálogo e da educação continuada.
Identidade local e participação comunitária
Ao abordar a gestão das unidades, a secretária defendeu que as escolas reflitam a identidade das comunidades onde estão inseridas, valorizando referências históricas e lideranças locais.
Ela informou que a escolha de nomes de colégios e projetos pedagógicos passou a considerar participação de estudantes, professores e moradores, substituindo homenagens definidas exclusivamente pela administração central.
A medida, segundo a pasta, busca fortalecer o sentimento de pertencimento e ampliar o vínculo entre a escola e o território, integrando ações educacionais ao contexto social de cada região.


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