O Varanda Quabales realiza uma edição extra em janeiro nesta sexta-feira (30/01/2026), a partir das 17h, com formato open mic e condução do multi-instrumentista Marivaldo dos Santos. Idealizado como projeto mensal, o evento amplia sua programação após registrar adesão do público nas edições anteriores.
A proposta do open mic convida artistas independentes a ocuparem o palco para apresentar trabalhos autorais, promovendo intercâmbio entre criadores e público em um ambiente de acesso livre. A atividade é gratuita e aberta, reforçando o caráter comunitário do projeto.
Inspirado nas block parties de Nova York dos anos 1970, o Varanda Quabales articula música, encontros e ocupação cultural do espaço urbano, com foco na produção artística afro-brasileira e na cena independente da Bahia.
Marivaldo dos Santos conduz edição especial do projeto
Marivaldo dos Santos é músico, compositor e performer, com trajetória internacional. Radicado em Nova York, integrou por mais de 20 anos o grupo STOMP, com apresentações na Broadway. O artista também é fundador do Instituto Quabales, voltado à cultura, arte e educação.
Na edição desta sexta-feira, Marivaldo atua como anfitrião, estimulando a participação espontânea de artistas e a troca de experiências entre diferentes linguagens musicais. A condução privilegia a expressão autoral e o diálogo entre referências culturais.
A iniciativa busca ampliar o alcance do projeto e consolidar o formato como plataforma de visibilidade para artistas em formação e trajetórias independentes.
Ocupação cultural e acesso público à arte
Idealizado pelo Favellê Music, o Varanda Quabales adapta o conceito das block parties ao contexto de Salvador, promovendo a ocupação cultural do espaço público por meio de apresentações musicais e encontros entre artistas locais.
O projeto conecta criação artística, memória e identidade, articulando ações com projetos de formação e fortalecendo redes de colaboração na cidade. A dinâmica aberta favorece a circulação de públicos e a democratização do acesso à cultura.
Segundo os organizadores, a proposta prioriza a valorização da cultura negra, o protagonismo periférico e a produção independente, com programação construída a partir do encontro entre artistas e comunidade.


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