A Prefeitura de Salvador, por meio da Fundação Gregório de Mattos (FGM), anunciou que mais de R$ 28,3 milhões foram destinados ao setor cultural da capital baiana em 2025, consolidando um dos maiores ciclos de investimento da área. Os recursos combinam verbas federais, municipais e incentivos fiscais, com foco na democratização do acesso à cultura, no fortalecimento de agentes culturais e na manutenção de equipamentos públicos, conforme balanço divulgado.
O investimento totalizou R$ 28.329.427,00, abrangendo políticas de fomento por meio de editais, programas de formação, incentivo fiscal e dinamização de espaços culturais em diferentes regiões da cidade. A estratégia integra ações voltadas à preservação do patrimônio histórico e ao estímulo às linguagens artísticas contemporâneas.
Composição dos recursos e política de fomento
Do montante aplicado, R$ 12.838.631,00 são provenientes da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), do Governo Federal; R$ 8.333.751,00 foram aportados diretamente pelo Tesouro Municipal; e R$ 6.419.615,00 correspondem à isenção fiscal viabilizada pelo Programa de Incentivo à Cultura Viva Cultura.
Esses recursos sustentaram a execução da política cultural da cidade em 2025, com atuação transversal da FGM, desde ações de fomento direto até a gestão de equipamentos culturais municipais e programas estruturantes.
Editais contemplam projetos em diversos segmentos culturais
Entre os principais destaques da execução orçamentária por meio de editais estão a Premiação Pontos de Cultura / Política Nacional Cultura Viva, com R$ 4.710.000,00 destinados a 96 projetos, representando o maior volume de recursos pagos por edital no período.
O Chamadão das Artes Cênicas recebeu R$ 1.670.450,00 em investimento direto da Prefeitura, beneficiando nove projetos das áreas de Teatro, Dança e Circo. Já o Prêmio Samba Junino – Ano VII destinou R$ 400 mil para 25 projetos, com abertura de edital prevista para 2026.
O edital Territórios Criativos garantiu o pagamento de R$ 550 mil a 11 projetos suplentes, reforçando a descentralização dos recursos culturais. Paralelamente, o Viva Cultura (2024–2025) viabilizou R$ 6.419.615,00 via renúncia fiscal, atendendo 15 projetos de grande escala.
Equipamentos culturais ampliam alcance das ações
Além dos editais, a FGM manteve atuação por meio de equipamentos culturais municipais, como o Teatro Gregório de Mattos, o Espaço Cultural da Barroquinha e a Casa do Benin, que registraram intensa programação ao longo de 2025.
Os Espaços Boca de Brasa, localizados em Cajazeiras, Subúrbio 360°, CEU de Valéria e Centro, também tiveram papel central. No período, foi iniciado o projeto de Ocupação e Dinamização desses espaços, com programação diversificada e descentralizada.
Ao todo, foram realizadas 1.677 atividades, que alcançaram 94.422 pessoas. As ações envolveram diretamente 12.388 agentes culturais, entre artistas, produtores, técnicos e educadores, contribuindo para a cadeia produtiva da cultura em Salvador.
Programa Boca de Brasa reforça formação e inclusão cultural
No eixo de formação, o Programa Boca de Brasa manteve atuação estruturada em 2025. Criada em 1986 e retomada em 2013, a iniciativa se baseia na integração entre Espaços Culturais, Escolas Criativas e o Movimento Boca de Brasa.
As Escolas Criativas ofereceram cursos gratuitos nas áreas de dança, teatro, canto coral, figurinos, ritmos percussivos, audiovisual e sonorização, com atividades realizadas nos polos da Cidade Baixa, Liberdade/São Caetano, Valéria, Pau da Lima, Centro/Brotas e Cajazeiras.
O Movimento Boca de Brasa, realizado em março, reuniu produções artísticas periféricas em uma programação distribuída em três dias, marcando o encerramento do ciclo formativo anual dos participantes.
Descentralização orienta política cultural em 2025
A política cultural adotada em 2025 priorizou a descentralização territorial dos investimentos, por meio de editais, dinamização dos espaços Boca de Brasa e contratação de obras e serviços culturais. A estratégia buscou garantir que os recursos alcançassem diferentes regiões da cidade, estimulando a produção cultural, a geração de renda e o fortalecimento de coletivos comunitários.
O presidente da FGM, Fernando Guerreiro, afirmou que o período foi marcado pela consolidação e ampliação das ações da fundação, com foco na diversidade e na democratização do acesso às políticas públicas de cultura.
Atuação institucional da Fundação Gregório de Mattos
Vinculada à Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult), a Fundação Gregório de Mattos é responsável pelo planejamento e execução da política cultural de Salvador. A instituição administra equipamentos culturais, preserva a memória da cidade e coordena programas de incentivo, como o Viva Cultura, além de promover editais e ações de formação voltadas à comunidade artística local.


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