O espetáculo “Meus Cabelos Baobá” retorna aos palcos de Salvador para uma temporada de verão no Teatro Jorge Amado, com apresentações entre 8 e 18 de janeiro de 2026. As sessões acontecem às quintas e sextas-feiras, às 20h, e aos sábados e domingos, às 19h, com ingressos à venda pela plataforma Sympla e na bilheteria do teatro.
A sessão de estreia, marcada para quinta-feira (08/01/2026), será dedicada a convidados, adeptos e simpatizantes de religiões de matrizes africanas, reunindo na plateia representantes de terreiros de candomblé.
Estão confirmadas presenças de comunidades oriundas de municípios do interior da Bahia, como Dias D’Ávila, Camaçari, Feira de Santana, Santo Amaro e Ilha de Itaparica, entre outros.
Sessão especial reforça vínculo com comunidades tradicionais
A iniciativa consolida o espetáculo como espaço de encontro cultural e reconhecimento das tradições afro-brasileiras, ao integrar diretamente os grupos religiosos relacionados às temáticas abordadas em cena.
A proposta da sessão especial amplia o diálogo entre teatro, ancestralidade e religiosidade, fortalecendo a relação entre produção artística e comunidades de matriz africana.
A presença de representantes dos terreiros também reafirma o espetáculo como ambiente de circulação de saberes, memória coletiva e afirmação cultural.
Elenco feminino e música ao vivo estruturam a encenação
Em cena, Luana Xavier, Márcia Limma e Meniky Marla conduzem a narrativa, acompanhadas pelas musicistas Aisha Araújo, Ingride Nascimento, Ivone Jesus e Meg Azevedo, responsáveis pela execução ao vivo da trilha sonora original.
A montagem articula interpretação, música e movimento corporal como elementos centrais da encenação, integrando performance e sonoridade em tempo real.
A trilha sonora original executada ao vivo contribui para a construção rítmica da narrativa e para a conexão entre cena, corpo e oralidade.
Dramaturgia aborda ancestralidade e ciclos da vida
A dramaturgia apresenta a trajetória de uma menina negra, atravessando infância, maturidade e ancestralidade, em uma construção narrativa coletiva e não linear.
O baobá ocupa posição central como eixo simbólico, associado a memória, continuidade, resistência e transmissão de saberes.
Inspirado por mitologias africanas e referências da literatura negra brasileira, o texto articula canto, dança e memória como ferramentas narrativas.
Direção e equipe técnica reúnem profissionais da cena baiana
O espetáculo tem direção de Fred Soares e Luiz Antonio Sena Jr., com texto assinado por Fernanda Dias.
A equipe criativa é composta por Dudé Conceição, na direção de movimento; Fabíola Nansurê, na preparação corporal; Diego Neri, na direção musical; Pedro Caldas, na cenografia; Luciano Santana, nos figurinos; e Felipe Lima, na iluminação.
A composição técnica sustenta a proposta cênica ao integrar dramaturgia, corpo, som, espaço e luz de forma articulada.


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