Salvador: Ricardo Markis Trio abre 2026 do Segundas do Chorinho com show “Samba Chorando Jazz” no SESI Rio Vermelho

A primeira edição de 2026 do projeto Segundas do Chorinho será realizada na segunda-feira (05/01/2026), às 20h, na Varanda do SESI Rio Vermelho, em Salvador. A abertura da programação do ano ficará a cargo do Ricardo Markis Trio, que apresenta o show “Samba Chorando Jazz”, proposta voltada à música instrumental brasileira, com diálogo entre choro, samba e jazz.

O espetáculo marca o início da temporada anual do projeto, que mantém agenda regular dedicada à valorização da música instrumental. A apresentação reúne composições autorais e releituras, estruturadas a partir do choro como base estética e da improvisação como elemento central.

O trio é formado por Ricardo Markis (bandolim e guitarra baiana), Horácio Barros Reis (violão) e Cláudio Badega (percussão), com participação especial do instrumentista Roberto Pa’tin̈o, ampliando as possibilidades sonoras do concerto.

Proposta musical conecta choro, samba e linguagem jazzística

O show “Samba Chorando Jazz” parte do choro como eixo estruturante, incorporando o balanço rítmico do samba, referências da música latino-americana e procedimentos da improvisação jazzística. A construção musical prioriza o diálogo entre os instrumentos e a variação de timbres ao longo do repertório.

A guitarra baiana, instrumento que marcou o início da trajetória de Ricardo Markis nos trios elétricos, ocupa papel relevante na identidade sonora do espetáculo, ao lado do bandolim. A proposta busca evidenciar diferentes matrizes da música brasileira em um formato instrumental.

O concerto foi concebido para ambientes de escuta atenta, mantendo proximidade com o público e favorecendo a leitura detalhada das composições apresentadas.

Trajetória de Ricardo Markis reúne atuação artística e educacional

Com 40 anos de carreira, Ricardo Markis é licenciado em Música pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e possui atuação consolidada como músico, compositor, professor e diretor musical. Entre 1990 e 1993, residiu na Itália, período em que ampliou sua inserção internacional.

Ao longo da trajetória, realizou atividades artísticas e pedagógicas em países como Suíça, Alemanha, Estados Unidos e Portugal, além de manter atuação contínua no Brasil. O músico colaborou com artistas como Elza Soares, Carlos Pitta, Jussara Silveira, Cláudia Cunha e Edil Pacheco, além de integrar projetos coletivos e grupos instrumentais.

Sua produção transita entre música popular brasileira, instrumental contemporânea e ações formativas, com foco na difusão cultural.

Reconhecimentos e projetos reforçam atuação na música instrumental

Entre os prêmios recebidos, destaca-se o Troféu Dodô & Osmar (2015), pelo trabalho com a guitarra baiana, e o reconhecimento como Melhor Música Instrumental no V Festival de Música Educadora FM, com o samba-choro “Caminho de Casa”.

Atualmente, Ricardo Markis segue desenvolvendo projetos que integram criação artística, educação musical e diversidade cultural, mantendo participação ativa em apresentações, gravações e ações formativas.

A apresentação no Segundas do Chorinho insere-se nesse contexto, reforçando o papel do projeto como espaço de circulação da música instrumental brasileira em Salvador.


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