Teatro Vila Velha apresenta espetáculo e oficina de dança com Gerson Moreno no Museu de Arte da Bahia

O Teatro Vila Velha inicia, em janeiro de 2026, a programação de dança dedicada ao diretor, dançarino e coreógrafo Gerson Moreno, que ocupa o Museu de Arte da Bahia (MAB) com o espetáculo “Sobre o que permanece” e com a oficina Danças Contemporancestrais: Afetos, Criação e Cena. As atividades integram a agenda do projeto O Vila Ocupa o MAB, parte da iniciativa de ocupação artística O Vila Ocupa a Cidade.

A obra-solo proposta por Moreno apresenta uma investigação sobre identidade, pertencimento e ancestralidade, reunindo trajetórias que estruturam seu processo criativo. O artista, com mais de 30 anos de atuação, mobiliza repertórios que cruzam referências afro-indígenas e narrativas comunitárias vinculadas ao interior do Ceará.

As apresentações ocorrem nos dias 18 e 19 de janeiro, às 19h, no Museu de Arte da Bahia, com ingressos disponíveis pelo Sympla e na bilheteria do evento. A programação reforça a presença do multiartista na cena contemporânea e amplia o diálogo entre dança, memória e criação.

Estrutura da obra e elementos de criação

No espetáculo, Gerson Moreno percorre temas relacionados a trajetórias pessoais, legados culturais e práticas corporais acumuladas ao longo de décadas de pesquisa. O solo articula elementos que remetem a ritos, evocação de memórias e referências que se conectam à região de Itapipoca (CE), onde o artista construiu parte de sua atuação comunitária.

A cena-dança manifesta processos ligados à reverência ancestral e ao compartilhamento de experiências, reunindo repertórios que integram histórias individuais e coletivas. O trabalho se estrutura em movimentos que relacionam corporalidade, tempo e investigações sobre permanência.

O artista destaca que permanecer na dança aos 52 anos constitui um gesto de continuidade e reorganização de tempo e percurso, orientando suas reflexões sobre criação e prática artística.

Oficinas Vila Verão 2026 e processos formativos

A parceria entre Gerson Moreno e o Teatro Vila Velha se amplia com a realização da oficina Danças Contemporancestrais: Afetos, Criação e Cena, dentro das Oficinas Vila Verão 2026. A atividade acontece nos dias 19, 20, 21, 22, 23 e 24 de janeiro, das 10h às 13h, com mostra prevista para 24/01.

A proposta formativa investiga narrativas corporais inspiradas nos arquétipos dos Orixás afro-brasileiros, enfatizando relações entre memória, afetos e criação coreográfica. A oficina se estrutura na produção de poéticas corporais que articulam referências afro-ancestrais e práticas contemporâneas.

O processo acompanha pesquisas que o artista desenvolve ao longo de décadas, relacionadas à educação, dança e estudos sobre corporeidades vinculadas às tradições afro-indígenas.

Parcerias institucionais e ocupação artística

As ações resultam de uma parceria entre o Teatro Vila Velha e o Hub Cultural Porto Dragão, integrante da Rede Pública de Equipamentos da Secretaria da Cultura do Ceará e gerido em colaboração com o Instituto Dragão do Mar. A iniciativa reforça a circulação de obras e processos formativos entre diferentes estados.

O projeto O Vila Ocupa o MAB amplia a presença do Teatro Vila Velha em espaços culturais de Salvador, expandindo atividades para novos públicos e territórios. A programação integra ações permanentes do teatro voltadas à difusão artística e à qualificação de experiências culturais.

O Teatro Vila Velha conta com apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia, por meio do Fundo de Cultura, da Secretaria da Fazenda e da Secretaria de Cultura. Informações atualizadas sobre atividades e projetos estão disponíveis no site oficial e nas redes sociais do teatro.

Trajetória de Gerson Moreno

Gerson Moreno atua há mais de 30 anos como artista interdisciplinar da dança, da imagem e da palavra. É dançarino-criador, performer, artista audiovisual, escritor, educador e pesquisador em danças referenciadas por narrativas afro-indígenas e interioranas. Graduado em Pedagogia, com especialização em Educação Biocêntrica e mestrado em Educação pela Universidade Federal do Ceará (UFC), investiga processos de criação em danças afro-ancestrais.

O artista dirige a Cia. Balé Baião, coordena o Ponto de Cultura Galpão da Cena e atua na Secretaria de Educação de Itapipoca como coordenador de Educação para as Relações Étnico-Raciais.


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