O musical “Hair” inicia temporada no Teatro Martins Gonçalves, em Salvador, no sábado (13/12/2025), com sessões às 16h e 19h, retomando o clássico do teatro musical em uma versão construída por estudantes da UFBA. As apresentações seguem nos dias 14, 18, 19, 20 e 21 de dezembro, sempre nos mesmos horários, reunindo elenco jovem e equipe técnica responsável por uma leitura diferenciada da obra.
A montagem dirigida por Edvard Passos apresenta quatro eixos estruturais que orientam o espetáculo. O primeiro é a composição do elenco, formado por artistas em formação na Escola de Teatro da UFBA que assumiram o processo de criação como etapa de transição para o mercado profissional. A equipe destaca que o grupo demonstrou organização e maturidade artística durante o desenvolvimento do projeto.
O segundo eixo é o texto-base adotado pela produção. A equipe utiliza uma versão de 1966, anterior às adaptações que levaram a obra ao circuito off-Broadway e, posteriormente, à Broadway. Essa configuração inicial apresenta personagens e trajetórias distintas das versões difundidas no cinema e em montagens tradicionais, conferindo ao espetáculo uma abordagem próxima da escrita original.
O terceiro aspecto refere-se à adaptação geográfica, com a transposição do enredo para Salvador. Elementos dramatúrgicos, musicais e cênicos foram ajustados para estabelecer conexão direta com o contexto local, incorporando referências culturais que reforçam a identificação do público com a narrativa.
Interdisciplinaridade e integração acadêmica
O quarto eixo envolve a mobilização interna da UFBA. A montagem reúne profissionais e estudantes da Escola de Teatro, Escola de Música, Escola de Dança e Escola de Arquitetura, promovendo cooperação entre diferentes áreas. O projeto também conta com participação do diretor da Escola de Teatro, Cláudio Cajaíba, como ator convidado.
A produção destaca que a integração entre múltiplas linguagens possibilitou a construção de um espetáculo que articula música, movimento, cenografia e dramaturgia de forma colaborativa, alinhada às propostas formativas da instituição.
Temporada e estrutura do espetáculo
Com sessões distribuídas entre os dias 13 e 21 de dezembro, o musical apresenta arranjos, cenas e concepções visuais ajustadas à versão de 1966, preservando características históricas enquanto dialoga com a contemporaneidade. A estrutura cênica foi desenvolvida para evidenciar a pluralidade artística dos estudantes envolvidos.
Adaptação e impacto no público
A equipe artística avalia que a combinação entre texto raro, reinterpretação local e integração interdisciplinar contribui para apresentar ao público uma leitura ampliada do material original. A adaptação soteropolitana busca aproximar narrativa, música e linguagem corporal de referências culturais presentes na cidade.


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