O lançamento da coleção ÒKÙNKÙN – Olhos na Escuridão ocorre na sexta-feira (12/12/2025), às 17h, no Palacete Tira Chapéu, em Salvador, com uma proposta que conecta moda, memória e construção estética. A iniciativa apresenta uma leitura simbólica da ancestralidade negra e destaca a relação entre criação artística e fortalecimento cultural.
A coleção aborda a escuridão como ponto de origem e caminho simbólico. A proposta reforça interpretações que tratam a noite como espaço de elaboração identitária, referência histórica e organização coletiva. O evento marca a chegada de um projeto que se articula com processos criativos alinhados às narrativas negras contemporâneas.
A leitura estética de ÒKÙNKÙN apresenta elementos que dialogam com presença, profundidade e resistência. As peças estruturam uma abordagem que utiliza a escuridão como matriz de criação e campo de afirmação cultural. O lançamento busca conectar público, artistas e produtores em um ambiente voltado para reflexão e experiência sensorial.
Estrutura da coleção e processo criativo
Produzida pelo Periferia do Futuro e assinada pela Yame, a coleção propõe uma noção de moda associada a linguagem e rito. Cada peça é tratada como testemunho que reforça o compromisso da marca com a criação de narrativas alinhadas ao fortalecimento da negritude no campo artístico.
A elaboração estética se apoia na construção de imagens, memórias e símbolos que atravessam diferentes tempos. A conexão entre passado, presente e projeção futura organiza a base conceitual do projeto, que busca ampliar a representação negra na moda.
A proposta se estrutura como um encontro que apresenta referências culturais integradas ao desenvolvimento de produtos, ampliando o repertório visual e conceitual da marca. O processo inclui pesquisa e articulação com linguagens diversas da cultura periférica.
Direção artística e concepção do evento
A direção geral e o casting têm assinatura do modelo baiano de carreira internacional Carlos Cruz, que integra a coordenação da iniciativa. O trabalho conduz a organização estética e operacional do lançamento, enfatizando a importância do momento para a consolidação da marca.
A equipe destaca que o projeto alcançou visibilidade nacional e ampliou sua atuação em outras cidades. O lançamento é apresentado como etapa estratégica para fortalecer ações programadas para o próximo ano e ampliar presença no cenário criativo.
Segundo Carlos Cruz, “o lançamento da marca traz a estabilidade que o projeto precisava para potencializarmos o próximo ano, depois de desafios e conquistas com visibilidade nacional. A Periferia do Futuro precisa chegar antes da bala para que o efeito da arte aconteça, porque a arte é viva, é urgente e transforma”.


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