Festival Mínimos Óbvios encerra programação com Carnavalização e celebração dissidente em Salvador

O Festival científico-cultural Mínimos Óbvios, idealizado pela companhia ATeliê voadOR, encerra sua programação com a Carnavalização, marcada para sexta-feira (28/11/2025) na Casa Rosa, no Rio Vermelho. A atividade transforma o espaço em um coro dissidente com experiências estéticas que conectam arte, corpo, festa e política, reafirmando o carnaval como prática de resistência e afirmação queer.

Realizado em parceria com o NuCuS/UFBA e com apoio da CAPES, via Edital PAEP, o festival acontece entre quarta-feira (26/11/2025) e sexta-feira (28/11/2025), sob o tema “Histórias Dissidentes: Arquivar, Amar, Inventar”. A Carnavalização propõe uma festa-performance conduzida por Duda Woyda e Talis Castro, integrantes da ATeliê voadOR, articulando corpos, narrativas e expressões dissidentes em um rito coletivo.

A programação do evento inclui performances, debates e encontros que aproximam artistas, público e pesquisadorxs, reforçando o corpo como arquivo vivo e a celebração como prática política e cultural.

Performances e ocupação da Casa Rosa

A noite da Carnavalização terá apresentações pop-up que ocuparão a Casa Rosa com performances de Amós Heber, Mamba di Diego di Mira, os drag kings Kinn Spada e Tonhão, as cantoras Maira Lins e Roberta Dantas, além do cantor Neto Costa. As intervenções se articulam a partir da estética dissidente e das múltiplas linguagens que definem o festival.

O encerramento do festival reforça o encontro entre artistas e público, destacando práticas de convivência, criação coletiva e afirmação de corpos dissidentes no espaço festivo.

Programação formativa do dia 28

Antes da festa, o festival promove dois encontros. Às 15h, ocorre a Long Table “Amar, contar, transgredir: corpos que se narram”, com Denni Sales, Lígia Souza, Paulo Cesar Garcia, Duda Woyda e Wendy Moretti, discutindo narrativas íntimas e autobiográficas.

Às 19h, acontece a palestra de encerramento com o pesquisador César Eduardo Gómez Cañedo, da Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM), intitulada “Modos de vida cuir na América Latina e os territórios de masculinidades em disputa nas artes e na literatura”.

Cultura queer em destaque

A programação do festival reúne pesquisadorxs e artistas com produções de relevância no cenário queer contemporâneo. Na quarta-feira (26/11/2025), a abertura apresenta o jornalista e biógrafo Rodrigo Faour, com conferência e lançamento do livro A Audácia dos Invertidos, que revisita trajetórias LGBTQI+ no Rio de Janeiro entre as décadas de 1950 e 1980. O encontro contará com a presença da artista trans Aloma Divina, cuja história é narrada na obra.

Na quinta-feira (27/11/2025), a Long Table “Visíveis, múltiplos, indomáveis: histórias LGBT+ em cena” reúne a atriz e cantora Verónica Valenttino, a diretora Ines Bushatsky, o biógrafo e músico Ricardo Santhiago e pesquisadorxs como Kauan Amora Nunes, Taciano Soares, Rainha Loulou, Georgenes Isaac, Rogério Alves e Marcus Assis.

Encerramento e debates sobre narrativas dissidentes

Na sexta-feira (28/11/2025), às 15h, a Long Table “Amar, contar, transgredir: corpos que se narram” retoma discussões sobre narrativas autobiográficas como práticas de insurgência, destacando afetos, performances de si e múltiplas formas de contar e viver histórias dissidentes.


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