A exposição “Hálito e Fumaça”, do artista baiano Cipriano, está em cartaz em 23 de novembro de 2025 no Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC_Bahia), administrado pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), vinculado à Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA). Esta é a primeira mostra individual do artista, que propõe uma imersão entre corpo, palavra e pintura, explorando a relação entre ancestralidade e contemporaneidade.
Com curadoria de Renato Menezes, a mostra foi concebida no formato site-specific, no qual as obras dialogam diretamente com o espaço e o contexto expositivo. A instalação ocupa a Galeria 3, no segundo piso do casarão do museu, reunindo dois eixos principais: uma das músicas entoadas por Cipriano durante seu processo criativo e o texto curatorial de Menezes, que integra o ambiente como um gesto poético e espiritual.
Trajetória do artista e reconhecimento nacional e internacional
A mostra “Hálito e Fumaça” consolida um marco na carreira de Cipriano, artista, escritor e pesquisador da africanidade. Em (2025), ele teve uma obra adquirida pelo Museu de Arte de São Paulo (MASP) e apresentou uma instalação inédita no Museu de Arte do Rio (MAR). O artista também foi confirmado na Bienal de Sharjah (2026), nos Emirados Árabes Unidos, um dos principais eventos de arte contemporânea internacional.
Segundo o curador Renato Menezes, a exposição cria um espaço de travessia entre o visível e o invisível, traduzindo em gestos plásticos o que o artista define como “respiração ancestral”. A proposta reforça a relação entre arte, espiritualidade e memória coletiva, dimensões presentes na produção de Cipriano desde o início de sua trajetória.
Arte contemporânea e valorização da cultura afro-brasileira
O MAC_Bahia, por meio desta exposição, reafirma seu papel na difusão da arte contemporânea e na valorização das expressões afro-brasileiras. O museu vem ampliando o diálogo entre produção artística, território e identidade cultural, oferecendo ao público experiências que ultrapassam o espaço físico da galeria.
A exposição “Hálito e Fumaça” convida o visitante a uma experiência sensorial e simbólica, na qual o corpo, a pintura e a palavra se tornam extensões de uma mesma linguagem. O projeto se insere no contexto das novas práticas curatoriais voltadas para poéticas decoloniais, colocando a arte baiana em evidência no cenário nacional e internacional.


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