Catarata: Especialistas explicam causas, sintomas, público de risco e tratamentos modernos

A catarata é a principal causa de cegueira reversível no mundo, com cerca de 550 mil novos casos por ano no Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Oftalmologia. Oftalmologistas da Rede Integrada Opty, em Salvador, alertam que a doença evolui de forma silenciosa e destacam quatro características essenciais sobre causas, sintomas, público mais afetado e tratamentos disponíveis.

Causas e fatores de risco

De acordo com o oftalmologista Frederico Faiçal, da Oftalmoclin – unidade da Opty, a catarata é resultado da opacificação do cristalino, lente natural do olho responsável pelo foco da visão.

Entre as principais causas, estão envelhecimento, traumas oculares, uso prolongado de corticoides, diabetes, tabagismo, fatores genéticos e condições congênitas.

Sintomas iniciais e evolução

Os sintomas podem ser visão embaçada, sensibilidade à luz, halos luminosos, dificuldade para enxergar à noite, necessidade de mais luz para leitura e mudanças frequentes no grau dos óculos.

Conforme a doença avança, atividades cotidianas ficam comprometidas e pode ocorrer perda total da visão se não houver tratamento adequado.

Público mais afetado

O oftalmologista Ruy Cunha Filho, do DayHORC – unidade da Opty, informa que 25% da população brasileira com 50 anos ou mais tem catarata, o que representa cerca de 14 milhões de pessoas.

Embora seja mais frequente em idosos, jovens e crianças também podem desenvolver a doença, especialmente em casos congênitos ou decorrentes de traumas.

Tratamentos disponíveis

A cirurgia de facoemulsificação é o método mais utilizado. O procedimento consiste em fragmentar e aspirar o cristalino opaco com ultrassom, substituindo-o por uma lente intraocular.

Em Salvador, o HOBRASIL – Centro Cirúrgico Oftalmológico utiliza laser de femtosegundo, que automatiza etapas da cirurgia e aumenta a precisão.

Avanços tecnológicos e prevenção

Atualmente, é possível usar lentes intraoculares premium, que corrigem astigmatismo e presbiopia, permitindo que muitos pacientes dispensem o uso de óculos após a cirurgia.

Os especialistas recomendam consultas anuais ao oftalmologista e hábitos saudáveis, como evitar tabagismo e controlar doenças metabólicas, para retardar o avanço da catarata.


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