As Nações Unidas anunciaram que o Dia Mundial da Vida Selvagem 2026 terá como tema central as plantas medicinais e aromáticas, ressaltando seu papel na saúde humana, equilíbrio ecológico e economia global. A iniciativa visa alertar para os riscos de perda de habitat, sobre-exploração e comércio ilegal dessas espécies e incentivar ações de conservação em nível internacional e local.
Importância para saúde e comunidades
O mote da celebração será “Plantas Medicinais e Aromáticas: Conservando Saúde, Património e Meios de Subsistência”. Estima-se que entre 50 mil e 70 mil espécies sejam colhidas globalmente, muitas utilizadas na medicina tradicional e indústria farmacêutica moderna. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 70% a 95% das populações em países em desenvolvimento dependem da medicina tradicional como principal forma de cuidado de saúde.
Relevância econômica e social
Além da saúde, o cultivo e a colheita dessas plantas são fundamentais para a subsistência de milhões de famílias, fornecendo alimentos e rendimentos essenciais. A conservação dessas espécies é, portanto, um elemento estratégico tanto para comunidades locais quanto para a economia global.
Espécies em risco e desafios
Segundo a Lista Vermelha da União Internacional para Conservação da Natureza (UICN), cerca de 20% das espécies de plantas medicinais e aromáticas estão em risco de extinção. Atualmente, quase 1.300 espécies estão incluídas nos anexos da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas (CITES). A exploração excessiva, degradação ambiental e lacunas em dados científicos aumentam os riscos.
Conhecimento tradicional subutilizado
O conhecimento das comunidades indígenas e locais é considerado um recurso importante, mas ainda pouco incorporado em políticas de conservação, limitando estratégias de manejo sustentável e proteção ambiental.
Eventos e mobilização internacional
O evento contará com o apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), International Fund for Animal Welfare e Jackson Wild, incluindo atividades como concursos de arte juvenil e mostras de cinema ambiental. A ONU encoraja Estados-membros, organizações e comunidades a desenvolver iniciativas de investigação, inovação e partilha de boas práticas voltadas para a gestão sustentável dessas plantas.
Saúde, património e futuro
Ao escolher as plantas medicinais e aromáticas como tema central, a ONU destaca que sua conservação envolve saúde pública, identidade cultural e sobrevivência econômica. A mobilização global visa garantir que os benefícios dessas espécies permaneçam disponíveis para as próximas gerações.
*Com informações da ONU News.


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