A Bahia participa da 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres (5ª CNPM), realizada em Brasília entre segunda e quarta-feira (29/09 a 01/10/2025), com uma comitiva formada por 159 delegadas. O evento reúne cerca de quatro mil mulheres de todas as regiões do Brasil para discutir o fortalecimento de políticas públicas e a ampliação dos direitos das mulheres.
Representação baiana e diversidade
As delegadas da Bahia foram escolhidas durante a etapa estadual, em Salvador, após um processo que envolveu 176 conferências municipais e 22 conferências territoriais, abrangendo os 27 Territórios de Identidade do estado. No total, aproximadamente 5 mil mulheres participaram dessa construção coletiva, representando diferentes movimentos e setores da sociedade civil.
Autoridades presentes na abertura
A abertura da Conferência contou com a presença do presidente Lula, da ministra das Mulheres, Marcia Lopes, do governador Jerônimo Rodrigues e da secretária estadual das Mulheres, Neusa Cadore, além de lideranças políticas e sociais.
Declarações das autoridades
A secretária Neusa Cadore destacou a importância da retomada do processo após dez anos sem realização nacional. Segundo ela, a delegação baiana é um reflexo da diversidade e da força das mulheres do estado, com o compromisso de garantir que suas demandas sejam transformadas em políticas efetivas.
Posição do governo da Bahia
O governador Jerônimo Rodrigues ressaltou que a participação da Bahia envolve delegadas eleitas, convidadas e representantes de conferências livres, somando mais de 300 mulheres. Ele afirmou que a presença estadual é uma oportunidade de fortalecer a luta pela ampliação de direitos, combate à violência e maior participação feminina nos espaços de decisão.
Temas em debate
A programação da 5ª CNPM inclui painéis e discussões sobre enfrentamento à violência contra as mulheres, trabalho e renda, poder e cuidado, justiça de gênero e étnico-racial, além dos impactos das mudanças climáticas sob a perspectiva de gênero e raça. Também estão em pauta as políticas de saúde, educação, assistência social e a garantia de direitos para as mulheres.
Participação da sociedade civil
Representantes de movimentos sociais baianos enfatizaram a relevância da construção coletiva. Tatiane dos Ângeles, do Instituto de Mulheres Negras Luisa Maim e da ONU LGBT Bahia, defendeu políticas de enfrentamento à LGBTfobia, ao racismo e ao sexismo. Já Andréia Almeida, da União de Negras e Negros pela Igualdade Bahia, ressaltou a urgência de ampliar a presença de mulheres negras na política e a importância de promover um país com justiça social e democracia inclusiva.


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