O Conselho Estadual de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Nordestina de São Paulo (COPANE) completa, nesta quinta-feira (26/09/2025), 20 anos de atuação em prol da representatividade dos migrantes nordestinos e nortistas. Criado pela Lei nº 12.261/2005, o órgão se consolidou como um canal de diálogo com o governo estadual, promovendo políticas públicas, ações de acolhimento e iniciativas culturais.
Histórico e papel do COPANE
Criado para dar voz à comunidade nordestina que migrou para São Paulo em busca de oportunidades, o COPANE atua como elo entre a população e o poder público, enfrentando desafios como discriminação, falta de acolhimento e desigualdades sociais.
Expansão da representatividade
Originalmente voltado aos nove estados do Nordeste, o Conselho ampliou sua atuação para 14 estados, incluindo representantes da Região Norte, devido à forte ligação cultural e desafios comuns de adaptação enfrentados por essas populações.
Conquistas e políticas públicas
O COPANE foi responsável por avanços significativos em duas décadas de existência. Entre eles:
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Criação de conselhos municipais em cidades como Guarulhos, Osasco, Santos, Peruíbe e Guarujá, fortalecendo a representação local.
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Implantação de espaços de memória e convivência, como o Parque do Nordestino (Osasco) e o projeto da embaixada nordestina (Sorocaba).
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Aprovação da Lei nº 17.650, que autoriza a criação do Museu da Comunidade Nordestina.
Eventos e ações culturais
O Conselho também organiza grandes eventos culturais, incluindo a Parada Nordestina em Santos, que terá sua primeira edição em outubro, com uma semana de programação. As atividades visam preservar a identidade cultural e reforçar o sentimento de pertencimento da comunidade migrante.
Apoio aos novos migrantes
O COPANE, em parceria com associações locais, oferece orientação sobre moradia, emprego, saúde e educação para novos migrantes, garantindo acolhimento nos primeiros meses em São Paulo.
Parceria com o governo
O trabalho do Conselho tem recebido apoio institucional do Governo do Estado, especialmente do governador Tarcísio de Freitas e do secretário da Justiça e Cidadania, Fábio Prieto, permitindo a ampliação de ações e projetos de impacto social.


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