6 curiosidades sobre o presídio de Tremembé que revelam bastidores inusitados

O Complexo Penitenciário de Tremembé, em São Paulo, é conhecido como a prisão das estrelas, por abrigar detentos de grande repercussão midiática. Entre os nomes que passaram pelo local estão Anna Carolina Jatobá, Lindemberg Alves e Luiz Estevão. O presídio acumula histórias que misturam espiritualidade, fugas inusitadas, concursos de beleza e projetos de ressocialização, revelando a rotina e os bastidores de um dos sistemas penitenciários mais conhecidos do país.

Cela dos Espíritos e práticas mediúnicas

Um dos espaços mais conhecidos do presídio ficou conhecido como a “Cela dos Espíritos”, conduzida pelo médium Luiza Motta, condenada por homicídio. O local era frequentado por mulheres detentas que buscavam pedido de perdão às vítimas. Entre os casos citados, Suzane von Richthofen teria recebido uma carta psicografada da mãe, transmitindo mensagens de perdão e reconciliação.

Fuga improvável pela escada de maracujá

Em 2007, a estelionatária Dominique Cristina Scharf, conhecida como a “Dama do Cárcere”, protagonizou uma fuga inusitada. A detenta escalou a muralha de seis metros do presídio utilizando maracujazeiros como escada improvisada, conseguindo saltar para fora. Durante a fuga, Dominique sofreu fraturas em perna e braço, mas alcançou liberdade temporária antes de ser recapturada.

Concurso de beleza no sistema prisional

A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP-SP) realiza anualmente o concurso “Miss Primavera”, apelidado de “Miss Xilindró”, que premia detentas em diferentes categorias, incluindo Simpatia, Plus Size, Garota Revelação e Mister Tremembé. Este último é destinado a homens trans custodiados em penitenciárias femininas ou mulheres com expressão de gênero masculino. Em 2014, Sandra Ruiz, sequestradora conhecida do caso Elize Matsunaga, venceu a categoria Mister.

Tráfico de crack e operações internas

Durante o regime semiaberto, detentos criaram uma passagem secreta no forro de um galpão para traficar crack. As pedras, compradas por R$ 10 fora da prisão, eram revendidas a R$ 50 internamente. O tráfico foi descoberto após denúncia de um dependente que não conseguiu comprar a droga. A operação revelou esquemas de comércio ilícito dentro do presídio, envolvendo detentos de diferentes pavilhões.

Café Literário e ressocialização

O “Café Literário”, idealizado por Gil Rugai, detento condenado por homicídio e estelionato, foi implementado para estimular a leitura e o debate entre presos de dois pavilhões. O projeto permitiu discussões sobre clássicos da literatura como A Divina Comédia, Crime e Castigo e obras de autores brasileiros. A iniciativa foi elogiada por seu potencial de ressocialização e incentivo à educação dentro do sistema penitenciário.


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