O VII Simpósio de Uro-Oncologia da Bahia será realizado, de 3 a 4 de outubro de 2025 no Wish Hotel da Bahia, em Salvador. O encontro é organizado pelo Grupo de Uro-Oncologia da Bahia (GRUOBA) e está com inscrições abertas para profissionais de saúde de diversas especialidades, incluindo urologistas, oncologistas, radiologistas, patologistas, psicólogos, nutricionistas e estudantes.
O evento terá como destaque quatro cirurgias robóticas transmitidas ao vivo, além de discussões sobre procedimentos editados, debates em estúdio e simpósios satélites com inovações em oncologia. A programação contempla ainda a jornada do paciente, desde o diagnóstico até o tratamento, incluindo temas como oncogenética e cuidados integrados.
Foco nos principais tipos de câncer urológico
As atividades serão divididas em módulos sobre câncer de próstata, câncer renal e câncer de bexiga. De acordo com o Ministério da Saúde, o câncer de próstata é o mais incidente entre os homens brasileiros, com 71.730 novos casos anuais estimados no triênio 2023-2025, representando cerca de 30% de todos os tumores masculinos, excluídos os de pele não melanoma.
O câncer de bexiga apresenta 11.370 novos diagnósticos anuais no mesmo período, enquanto o câncer de rim registra incidência entre sete e dez casos por 100 mil habitantes ao ano. Em termos de mortalidade, o câncer de próstata ocasionou 17 mil óbitos em 2023, o equivalente a 47 mortes por dia. O câncer de bexiga resultou em mais de 19 mil óbitos entre 2019 e 2022, e o câncer renal apresenta taxa de letalidade de cerca de 40% dos pacientes.
Especialistas ressaltam a importância do simpósio
Segundo o urologista Breno Dauster, a realização do simpósio fortalece a troca de conhecimento e possibilita a interação entre diferentes áreas da saúde. Para o especialista, a transmissão das cirurgias em tempo real representa uma oportunidade para discutir abordagens cirúrgicas complexas com especialistas da área.
O também organizador Thiago Martins destacou a relevância da atualização científica diante da rapidez dos avanços tecnológicos em uro-oncologia, especialmente no campo da robótica e da oncogenética. Já o urologista Augusto Modesto ressaltou que os dados epidemiológicos reforçam a necessidade de uma abordagem multidisciplinar que una diagnóstico, cirurgia robótica e acompanhamento integral do paciente.


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