Parque Aeroespacial da Bahia inicia atividades e se torna novo motor econômico do estado

O Parque Industrial e Tecnológico Aeroespacial da Bahia (PITA-BA) iniciou oficialmente suas atividades em julho de 2025, na Base Aérea de Salvador, com o objetivo de impulsionar o desenvolvimento de tecnologias em aviação, defesa, mobilidade aérea autônoma e espaço. Sob gestão do SENAI Cimatec, o projeto é o segundo do país com essa vocação e o primeiro no Nordeste, projetado para integrar pesquisa, produção industrial e formação profissional.

Segundo André Oliveira, gerente de Novos Negócios do SENAI Cimatec, 70% da área do Parque será destinada à instalação de empresas, que devem se integrar ao ecossistema local de inovação e produção. O espaço ocupa cerca de um milhão de metros quadrados, com investimentos previstos de R$ 650 milhões ao longo de 15 anos por meio de parcerias público-privadas.

Empresas instaladas e projetos em desenvolvimento

Entre as empresas já presentes no PITA-BA estão Helisul, FCX Aero, Digex, Aba On Tech e Viasat. A Helisul Engenharia iniciou o desenvolvimento da primeira aeronave agrícola autônoma híbrida do Brasil, com propulsão elétrica ou por etanol, em parceria com a ROTOR.AI e Robinson Helicopter Company. O projeto visa aplicações em pulverização, dispersão de sementes e monitoramento de culturas, além de automação e integração de motores alternativos.

Startups e inovação tecnológica

A FCX Aero, focada em aeronaves não tripuladas, também começou a se estruturar no Parque, desenvolvendo a maior aeronave agrícola não tripulada do mundo e soluções para transporte de cargas em áreas remotas. A empresa prevê expandir suas atividades até 2026, com cerca de 40 profissionais em pesquisa e desenvolvimento, integrando engenharia e tecnologias de automação.

Formação profissional e centros de competência

O Campus Aeroespacial do SENAI Cimatec, dentro do Parque, já conta com centros de competência em Aeronáutica, Drones e Nanossatélites, atuando em sistemas de navegação, controle de voo, inteligência artificial, segurança cibernética e telecomunicações.

Na área de qualificação profissional, o Parque iniciou a primeira turma do Curso Técnico em Manutenção de Aeronaves, com 45 alunos, e lançou a pós-graduação em Engenharia Aeronáutica, voltada a engenheiros do setor. Segundo o Tenente-Brigadeiro do Ar Marcelo Kanitz Damasceno, comandante da Aeronáutica, o PITA-BA cria um ambiente de inovação onde indústria, academia e Força Aérea colaboram em prol da soberania tecnológica.

Perspectivas econômicas e desenvolvimento regional

Nos próximos cinco anos, o SENAI Cimatec estima gerar pelo menos 100 empregos diretos, com potencial de expansão conforme os projetos avancem. Além disso, espera-se atrair fornecedores de peças, materiais e sistemas para a cadeia aeroespacial. O PITA-BA representa, segundo o Cimatec, uma oportunidade para descentralizar a indústria aeronáutica no Brasil, consolidando o Nordeste como novo polo do setor aeroespacial.


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