Taxa de desemprego feminina supera a masculina e acende alerta sobre desigualdade de gênero, alerta vereadora

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que a taxa de desemprego entre mulheres no 2º trimestre de 2025 é de 6,9%, enquanto entre os homens é de 4,8%, evidenciando uma desigualdade de gênero persistente no mercado de trabalho. A vereadora Ireuda Silva, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara Municipal de Salvador, classificou os números como reflexo de um cenário estrutural de desigualdade.

Diferenças de gênero no mercado de trabalho

Segundo Ireuda, as mulheres enfrentam barreiras adicionais, mesmo com avanços recentes em inserção profissional. Ela destacou que salários mais baixos, sobrecarga doméstica e maior informalidade são fatores que contribuem para a disparidade.

“Enquanto a taxa média de desemprego no país é de 5,8%, o recorte por gênero revela obstáculos significativos que afetam diretamente a participação feminina no mercado de trabalho”, afirmou.

Causas e impacto social

A vereadora atribuiu a diferença ao machismo estrutural, à falta de políticas públicas efetivas e ao peso desproporcional das responsabilidades familiares sobre as mulheres. Para ela, é necessário implementar ações concretas, como programas de qualificação profissional, incentivo à empregabilidade feminina e fiscalização contra discriminação nas empresas.

Relevância econômica e social

Ireuda ressaltou que combater a desigualdade de gênero é essencial não apenas por justiça social, mas também pelo desenvolvimento econômico.

“Um país que dificulta a inserção das mulheres no mercado de trabalho perde talento, inovação e capacidade produtiva”, concluiu, reforçando a importância de políticas públicas que promovam igualdade de oportunidades e valorização profissional feminina.


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