A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou nesta terça-feira (03/09/2025) que mais de 1 bilhão de pessoas vivem com transtornos mentais globalmente, representando aumento significativo desde a última coleta de dados em 2000. Ansiedade e depressão são as condições mais prevalentes, com menos de 10% dos afetados em países de baixa renda recebendo atendimento, enquanto em nações de alta renda mais da metade acessa cuidados especializados.
Prevalência e impacto global
Os relatórios “Saúde Mental Mundial Hoje” e “Atlas da Saúde Mental 2024” indicam que os transtornos mentais afetam pessoas de todas as idades e níveis de renda. Segundo a OMS, a depressão e a ansiedade geram custo indireto de cerca de US$ 1 trilhão por ano à economia global.
Desigualdade no acesso e investimento
O gasto médio governamental em saúde mental permanece em apenas 2% do orçamento total de saúde, quadro inalterado desde 2017, mesmo após a pandemia. Países de alta renda investem aproximadamente US$ 65 por pessoa, enquanto economias de baixa renda gastam em média US$ 0,04, evidenciando desigualdade no acesso a tratamentos.
Custos sociais e responsabilidade dos governos
Segundo o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, transformar os serviços de saúde mental é um desafio urgente de saúde pública, sendo um direito básico e não um privilégio. Os transtornos mentais são a segunda maior causa de incapacidade a longo prazo, impactando a qualidade de vida de milhões de pessoas e suas famílias.
Diferenças de gênero e tipos de transtornos
De acordo com o chefe do Departamento de Doenças Crônicas e Saúde Mental da OMS, Mark Van Ommeren, mulheres apresentam maior prevalência de depressão e ansiedade, enquanto homens apresentam mais casos de TDAH e uso de substâncias. Em 2021, houve 727 mil suicídios, consolidando o problema como uma das principais causas de morte entre jovens globalmente.
Objetivos de redução de suicídio e desafios futuros
Apesar da meta dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) de reduzir suicídios em 33% até 2030, a trajetória atual indica uma possível redução de apenas 12%. A OMS reforça a necessidade de investimentos e políticas públicas ampliadas para atendimento de saúde mental em todas as regiões do mundo.


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