Uma audiência pública realizada na quarta-feira (27/08/2025), no Teatro Sesi Rio Vermelho, em Salvador, debateu a importância cultural do Desfile dos Palhaços do Rio Vermelho. A atividade foi proposta pelo vereador Sílvio Humberto (PSB), presidente da Comissão de Cultura da Câmara Municipal, que apresentou o Projeto de Lei nº 319/2025 para incluir a manifestação no calendário oficial da cidade.
O movimento surgiu em 1986, criado pelo artista plástico Ruy Santana junto a moradores do bairro, com o objetivo de recuperar a atmosfera lúdica dos antigos carnavais, valorizando fantasias e criatividade. O desfile acontece tradicionalmente na semana pré-carnaval e, para que seja oficializado, a realização de audiência pública é um passo necessário no processo legislativo.
Durante a sessão, o vereador Sílvio Humberto ressaltou que, além de preservar a memória cultural, o evento gera impacto econômico, impulsiona o turismo e promove a integração social. O parlamentar destacou a relevância de consolidar o desfile como patrimônio cultural, de forma a garantir políticas públicas de apoio.
A irmã do fundador, Lúcia Menezes, explicou que desde 2010 o grupo consolidou-se como expressão de resistência cultural, reunindo não apenas os palhaços, mas também coletivos e manifestações como capoeira, Nego Fugido, Zambiapunga, reisado e samba de roda de diferentes cidades.
Outros representantes também se manifestaram. Artur Ferreira, da Associação dos Palhaços do Rio Vermelho, comparou a tradição ao Bando Anunciador, destacando seu papel na preservação da identidade cultural. Já Eduardo Câmara, da Associação Siribeira, apontou o caráter integrador do desfile, que aproxima comunidades locais e visitantes, além de valorizar expressões artísticas de municípios vizinhos, como Conde.
A audiência contou com a participação do vereador Felipe Santana (PSD), integrante da Comissão de Cultura da Câmara, da capitã Daniele Ministro, da 12ª CIPM, e da deputada estadual Olívia Santana (PCdoB), presidente da Comissão de Educação e Cultura da Assembleia Legislativa da Bahia. Também estiveram presentes artistas, produtores culturais e representantes de associações locais, como Toca-tambor, Bloco da Latinha, Amarv e a Associação Cultural Beneficente Monsenhor Amílcar Marques.


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