Na segunda-feira (25/08/2025), durante sessão ordinária da Câmara Municipal de Salvador, o vereador Téo Senna (PSDB), vice-líder do governo, criticou o que classificou como “incoerência” da oposição quanto aos pedidos de empréstimos enviados pelo prefeito Bruno Reis (União) ao Legislativo. A Prefeitura solicita R$ 1,28 bilhão em operações de crédito para investimentos, equilíbrio fiscal e continuidade de programas municipais.
Segundo Senna, a oposição tem chamado as propostas de “cheque em branco”, apesar de, em sua avaliação, os recursos terem destinação definida e transparente. O vereador comparou o cenário com o Governo do Estado, destacando que o governador Jerônimo Rodrigues já contratou mais de R$ 23 bilhões em empréstimos em dois anos e meio de gestão, incluindo um financiamento recente de R$ 4,5 bilhões no Japão.
Para o parlamentar, a diferença no tratamento dos casos revela seletividade política. Ele argumentou que, enquanto a Prefeitura busca valores equivalentes a obras específicas, como hospitais e escolas, o governo estadual já acumula dívidas capazes de financiar grandes projetos, como a ponte Salvador-Itaparica, sem a devida cobrança da oposição.
Na mesma sessão, a vereadora Aladilce Souza (PCdoB), líder da bancada de oposição, respondeu às críticas e ressaltou que não é contrária a todo pedido de crédito da Prefeitura. Ela destacou, no entanto, que os projetos de lei 338 e 339, que somam mais de R$ 1 bilhão, não apresentam objeto claramente definido. Para a vereadora, contrair empréstimos sem destinação específica representa risco de desequilíbrio fiscal.
Aladilce reforçou que a Prefeitura de Salvador tem sido notificada pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) sobre a ausência de planejamento em prestações de contas desde gestões anteriores. Segundo ela, o município precisa detalhar as finalidades das operações de crédito para evitar a possibilidade futura de rejeição das contas.
A vereadora concluiu que não se trata de rejeitar os pedidos de empréstimos em sua totalidade, mas de exigir clareza sobre a aplicação dos recursos. Em sua avaliação, a oposição busca assegurar que a dívida seja contraída com transparência e planejamento, evitando o que chama de “cheque em branco”.


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