Os portos brasileiros registraram o melhor semestre da história em movimentação de cargas, atingindo 653,7 milhões de toneladas transportadas no primeiro semestre de 2025, resultado 1% superior ao mesmo período do ano passado, segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). O Porto de Santos liderou em volume movimentado, com 67,9 milhões de toneladas, enquanto o Porto de Itajaí (SC) apresentou crescimento de 1.494,58%, após retomar operações paralisadas no final de 2022.
O ministro de Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho, atribuiu o recorde à expansão comercial do país e à política de investimentos do Governo Federal no setor portuário, destacando a reativação do Porto de Itajaí. “Em 2023, encontramos o porto praticamente abandonado. Sob orientação do presidente Lula, reativamos as operações, restabelecendo atividade econômica e empregos no estado”, afirmou Costa Filho.
Em maio, durante evento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foram anunciados investimentos de R$ 844 milhões para modernização do Porto de Itajaí até 2030. As obras incluem dragagem do Rio Itajaí-Açu, readequação do molhe de Navegantes e construção de píer para navios de cruzeiro. O próximo passo será a criação da Autoridade Portuária do Porto de Itajaí, garantindo autonomia administrativa ao complexo, substituindo a gestão transitória exercida pela Autoridade Portuária de Santos.
No segmento de contêineres, o semestre também registrou recorde de 78,1 milhões de toneladas, assim como nos granéis sólidos (387,1 milhões de toneladas). O ministro ressaltou que o crescimento da carga conteinerizada evidencia a diversificação do tipo de mercadoria transportada e lembrou do leilão do terminal de contêineres Tecon Santos 10, que ampliará em 50% a capacidade do porto para este tipo de carga.
Os portos são responsáveis por 95% do comércio internacional brasileiro, com carga de longo curso (importação e exportação) crescendo 2% no semestre. Entre os produtos mais transportados estão o minério de ferro (190,5 milhões de toneladas, +2,5%), o óleo bruto de petróleo (104,1 milhões de toneladas, +0,62%) e a soja (93 milhões de toneladas, +5,2%).


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